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CS:GO – Immortals: Um conto de altos e baixos, discussões e injustiça

Um bom livro nunca acaba quando se termina a última frase. Uma grande novela, nunca se encerra quando acaba o último capítulo. Após a conturbada saída de Lincoln “fnx” Lau da equipe da Immortals, os brasileiros continuam reverberando longas e tempestuosas histórias no cenário internacional.

Três tentativas, para enfim chegar a um major de CS:GO. Logo na primeira participação, vaga nos playoffs, garantindo o status de legend, e ainda teria mais, chegando a grande final do torneio no que parecia uma grata ascensão da equipe número dois do país. Tudo isso não passou de um episódio feliz sob o nome da Immortals, logo após o PGL Major Krakow a equipe então traria a lume seus problemas internos.

Mais que isso, a contratação de João “Horvy” Horvath piorou de alguma forma a situação, no que parecia um ato de fazer sombra para o quinteto titular. Vito “kNg” Giuseppe, publicamente demonstrara seu descontentamento na época.

De lá pra cá, pouco mudou. Isso mesmo, continuavam as histórias de poucas verdades, muitas desculpas e quase nenhum profissionalismo de todo os lados que se observava dentro da equipe, dessa vez, não citando apenas os jogadores, mas também atos amadores por parte da organização.

Parecia uma boa campanha, que se coroaria com o título, mas a DreamHack Open Montreal 2017 ficou marcada da pior forma possível. Na grande final, a equipe brasileira não apareceu como um todo. Apenas Lucas “steel” Lopes e Ricardo “Boltz” Prass estavam para jogar no horário combinado, resultado foi um vexatório W.O. Mais tarde naquela noite, kNg proporcionaria mais um ato horrendo, ameaçando publicamente jogadores, e dizendo que nada do que a DreamHack fez havia sido de fato necessário, e que sim, eles estavam lá para atuar antes mesmo do horário combinado. Minutos depois, em nota oficial a organização da DreamHack desmentiu o jogador.

Na noite de terça-feira (19), ficou ainda mais evidente a situação da Immortals. Enquanto a organização deixava kNg sob suspensão, a própria divisão de mídia social “escalava” o jogador para a partida contra a CLG, no classificatório da EPICENTER 2017. Um completo desencontro de informações.

O jogador atuou. Foi a vez de Noah Whinston, o proprietário da organização, dar as caras publicamente para [novamente] mostrar a instabilidade emocional/profissional da Immortals. Afirmando que kNg havia descumprido regras, e com todas as palavras dizendo, de alguma forma que “o direito de jogar na Immortals deveria ser conquistado, quem quebrasse as regras, não mereceria isso“. Não há nada de errado em ter essa premissa dentro de uma empresa, mas afirmar isso publicamente, pareceu mais uma briga de gato e rato, do que uma discussão contratual de chefe e subordinado.

O que aconteceu dentre os outros minutos permanece como suposições, mas nem mesmo uma hora após os tweets de Noah, o jogador anunciava sua saída da Immortals.

No meio de todo esse problema, Steel e Boltz continuavam intactos, sem comentários, também pudera, era evidente o elenco rachado entre eles, o que foi bem comentado pelos dois “prejudicados” durante entrevista na ELEAGUE Premier.

Sendo quase uma reviravolta ao fim de uma novela, viria o plot twist intenso para saber ao fim como terminaria a história. Mesmo antes de qualquer suposição, Lucas “Lucas1” Teles e Henrique “Hen1”  Teles, pediriam para deixar a Immortals, o futuro? Parece certo.

Ninguém iria querer perder o status de legend e vaga no próximo major de CS:GO, que provavelmente acontecerá entre janeiro e fevereiro de 2018. Tendo isso em vista, é muito provável que, se confirmada a saída dos gêmeos, Lucas, Henrique e kNg montariam outra equipe, e contariam com a vaga, já que seriam maioria dos cinco jogadores da antiga Immortals, quase um ato de traição, para não afirmar isso com todas as palavras.

Renascendo das cinzas, Lincoln “fnx” Lau, poderia estar nessa conversa. O veterano campeão e “parça” dos irmãos Teles tem seu contrato com a Immortals se encerrando em dezembro desse ano.

O futuro da Immortals (Steel e Boltz), também não parece tão incerto. João “Horvy” Horvath está com seu visto de atleta em estágio final de aprovação, ainda precisariam de um AWP, Raphael “cogu” Camargo parece uma boa pedida, uma por já estar atuando em território norte-americano, tendo seu visto regularizado, outra por não contar com uma multa rescisória tão grande, tendo em vista o porte de sua atual equipe.

Ao fim de tudo isso, os que só queriam jogar Counter Strike, ao fim são vítimas de injustiça de um tanto, perdendo sua vaga, tão desejada, aguardada e disputada no major. No badalar dos sinos, no cair das cortinas, nessa situação de “quem traz prejuízo” e quem é “prejudicado”, os que não fizeram nada se prejudicariam ainda mais.

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