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Análise – Dragon Quest Heroes: The World Tree’s Woe and the Blight Below

Dragon Quest Heroes: The World Tree’s Woe and the Blight Below

Dragon Quest Heroes: The World Tree’s Woe and the Blight Below
7.5

Enredo

6.0/10

Design

9.0/10

Gameplay

8.0/10

Trilha Sonora

7.0/10

Pros

  • Design bonito e bem realizado
  • Mecânicas novas ao gênero
  • Mapas amplos
  • Grande variedade de inimigos

Cons

  • Estrutura repetitiva de fases
  • Difícil upar os personagens
  • Um pouco mais longo do que o necessário

Dragon Quest é umas da maiores franquias presentes no mundo dos Jogos. Surgida em 1986, tendo como character design o Akira Toriyama, a série conta com atualmente com 11 jogos principais e vários spin off. Dragon Quest Heroes: The World Tree’s Woe and the Blight Below  é um desses spin off.

Lançado em Fevereiro de 2015 (no Japão, em Outubro do mesmo ano no resto do mundo), o título é uma mistura de musou, hack and slash e muitas pitadas de RPG. A primeira vista as misturas que compõem o jogo parecem não dialogar, porém são bastantes agradáveis no decorrer do gameplay.

Dragon Quest Heroes gira em torno da historia do reino de Arba, um próspero reino onde seus habitantes convivem em paz com os monstros que lá habitam, graças a Yggdrasil, a árvore sagrada. Porém misteriosamente, uma onda as trevas atinge todo o reino, mudando o comportamento dos monstros, tornando-os agressivos e  perigosos.

Este é o ponto inicial da trama, que apesar de ser uma fábula simples se mostra bem realizada e consistente com o mundo e os personagens apresentados. Após a apresentação inicial é possível ao jogador escolher um dos protagonistas (Luceus e Aurora) alterar seu nome e seguir para a aventura em Alba.

Um dos maiores atrativos para os fãs da série, são a inclusão de diversos personagens das franquias de Dragon Quest, e de modo geral, o jogo acaba respeitando bastante o background de cada personagem, desenvolvendo levemente suas historias pessoas e dando a cada um deles uma classe e habilidades de luta únicas.

Os mapas são bastante amplos e com cenários que funcionam no esquema de fases, cada “mundo” possuindo entra 3 e 4 fases e um 1 boss principal. os inimigos funcionam como ondas com portais que se abrem e vão liberando os inimigos no cenário, para fechar o portão basta exterminar o seu guardião.

Os inimigos são bastante diversos, e você pode “captura-los” o decorrer da batalha e utilizarem em seu favor. Há inimigos soldados, de status e de magia, o que fornece uma boa gama de possibilidades em seus combates.

Infelizmente, os diversos elementos do jogo algumas vezes acabam causando conflito entre si, pois há uma série de armas, itens, acessórios, habilidades, monstros, sidequests e a necessidade de upar o level de todos os personagens de modo harmonioso para poder utilizar a maior gama de heróis possíveis, acaba tornando o jogo um pouco mais do complexo (e enfadonho) do que se espera de um musou clássico.

É curioso reparar a quantidade de mecânicas que o jogo possui e quando você acredita já ter desvendando uma parte, mas e mais mecânicas se desdobram a sua frente. Os inimigos possuem fraquezas, os combos atribuem mais dano conforme forem aumentando, os especiais atingem mais certos tipos de inimigos do que outros, entre outras surpresas. É um jogo que não faz feio para antigos fãs, mas talvez para aqueles que não estão acostumados com a franquia muito da experiência se perca.

Graficamente o jogo é muito bonito, tanto pela arte dos personagens do Akira, quanto por ele ser bem executado graficamente nos mapas e cutscenes. Obviamente que o estio “desenhado” da franquia favorece bastante, mas vale ressaltar que mesmo com muitos oponentes e  oponentes de diversos tamanhos, o jogo não possui queda de framerate ou bugs gráficos.

De modo geral, Dragon Quest Heroes: The World Tree’s Woe and the Blight Below, não é um jogo memorável, porém é bem executado e para os fãs do gênero musou pode trazer uma nova experiência, já os fãs da franquia podem ter uma experiência recompensadora repleta de referências.