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Análise – Dying Light: The Following

Dying Light: The Following

Dying Light: The Following
8.4

História

8.0/10

Jogabilidade

8.5/10

Design

8.7/10

Apresentação

8.5/10

Pros

  • História interessante
  • Várias horas de conteúdo
  • Nova locação
  • Buggy

Cons

  • Problemas de performance
  • Relativa falta de peso emocional na história

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Por: Luigi Wagner

Lançado no ano passado, Dying Light chegou ao final de 2015 de pé, não só como uma das maiores surpresas do ano, mas também como um dos melhores jogos do ano.

Combinando uma jogabilidade de sobrevivência (na perspectiva de um FPS) com mecânicas bastante sólidas de parkour, em uma ambientação no mínimo curiosa (Harran, uma cidade histórica em algures da Turquia), o game não só juntava estes elementos de forma coesa e interessante, como também o fazia de forma notavelmente polida.

Com o sucesso de crítica e vendas, não foi surpresa então que a Techland (desenvolvedora por trás do jogo) tenha escolhido adicionar mais à Dying Light pós-lançamento.

Dying Light: The Following é a maior e mais significativa expansão que o jogo recebeu até hoje. Com uma narrativa completamente nova, integração de novas grandes mecânicas e um mapa imenso para se explorar, The Following certamente se prontifica como uma adição bem mais notória do que costumamos ver em DLCs por aí.

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Depois que um sobrevivente aparece em Harran afirmando ter conhecido um grupo que tem em mãos o poder de cura para o vírus que se espalhou pela população no jogo original, Kyle Crane, o protagonista de Dying Light, decide sair da zona de quarentena da cidade para ir investigar tal entidade.

Chegando lá, Crane descobre que a população daquela região exalta um culto que se autodenomina de “Children of the Sun” (“Crianças do Sol”) e que tem em seu centro a figura da “Mãe”, que supostamente detém o segredo da imunidade contra o vírus.

Desenvolvendo uma narrativa com um tom de mistério substancialmente diferente daquela de Dying Light, The Following conta uma história que consegue prender a atenção do jogador de forma até competente – envolvendo a conspiração central da trama em uma áurea de suspense mais que bem vinda àquele universo.

Dito isso, o protagonista Kyle Crane – ainda que consiga se manter carismático como no game original – continua um herói extremamente superficial, parecendo estar sempre a serviço do bem-comum, sem quaisquer motivações pessoais aparentes, o que acaba retirando um pouco do peso emocional da história ali contada.

No geral, porém, The Following garante ao menos mais uma história intrigante para acompanharmos neste curioso universo criado pela Techland em Dying Light.

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Mantendo todas as habilidades, atributos e conquistas obtidas pelo jogador no game principal, é revigorante começar The Following com um senso de continuação de progressão, sem ser desprovido de toda a evolução apenas para fins de “reinício” naquele mundo. Assim, sejam armas, utensílios ou as árvores de habilidade evoluídas em Dying Light, todos os elementos continuam intactos aqui desde o início da campanha.

Apesar disso, The Following não se ampara exclusivamente em mecânicas já previamente estabelecidas – pelo contrário – a expansão adiciona uma camada completamente nova à jogabilidade: um buggy para se dirigir pelo vasto mapa do jogo.

O carro, porém, está longe de parecer uma adição forçada ao design do game: não só controlando de forma extremamente responsiva e divertida, o veículo traz consigo também toda uma camada de customização e uma própria árvore de skills. Assim, o game acaba compelindo o jogador a evoluir o carro da forma mais orgânica possível e – de novo – sem forçar a barra – o que é digno de aplausos, considerando que Dying Light já tinha o parkour como mecânica de travessia em sua essência.

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Com os mesmos visuais caprichados do jogo original, The Following apresenta uma nova paisagem também única. Distanciando das favelas e prédios que conhecíamos, aqui somos introduzidos aos campos rurais daquela região, trazendo um ar de novidade interessante àquele mundo. Infelizmente, em termos de performance, a expansão deixa um pouco a desejar, com a taxa de quadros por segundo as vezes caindo bruscamente quando dirigimos no meio das grandes hordas de zumbi espalhadas pelo mapa.

Dying Light: The Following é um exemplo para o mercado de DLCs. Adicionando vários elementos novos ao jogo original, assim como trazendo mais do que o fazia especial, a expansão tem sucesso em quase todas as empreitadas que experimenta. Além de contar com uma história e mapa completamente novos, The Following também conta com dezenas de missões secundárias que expandem o tempo de jogatina, com facilidade, para a casa das 15/20 horas.

Se você gostou de Dying Light, The Following é diversão certeira.

Confira nossa análise de Dying Light clicando aqui.