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CS:GO – Por que não há reservas ativos no Counter Strike?

Immortals surpreendeu o mundo ao chegar na final do último torneio Major (Foto: HLTV.org)

As ultimas semana de férias no CS:GO competitivo, nos proporcionaram diversas mudanças em lineups pelo mundo. No entanto, na Immortals, equipe vice-campeã do ultimo torneio major, houve uma agitação que pode quebrar um tabu para as equipes de Counter-Strike: Global Ofensive, a contratação de João “Horvy” Horvath, como um sexto player.

Antes de voltar para a game-house, localizada próxima à cidade de Los Angeles, o jogador mais novo na equipe, e também destaque positivo do ultimo Major, Vito “kng” Giuseppe, soltou uma frase falando sobre a atípica contratação de um reserva para uma equipe de CS:GO. As palavras obtiveram grande repercussão pelo cenário. Mesclado com os boatos da volta de Lincoln “fnx” Lau para o competitivo, sua saída da equipe, junto com os gêmeos, Lucas “Lucas1” Teles e Henrique “Hen1” Teles, ganhou mais força com uma possível união com o multi-campeão fnx. Porém, ao fim de tudo, as três peças continuaram suas caminhadas pela organização norte-americana, deixando no ar a duvida sobre a volta de Lincoln e a incógnita sobre a futura função de João “Horvy” Horvath, que está próximo de se juntar ao quinteto na casa.

Em outras modalidades dos esportes eletrônicos, ter reservas na equipe já é uma cultura comum. No League Of Legends, modalidade já consagrada pelo mundo, o uso de reservas é uma realidade há muitos anos. A SKT1 Telecon, por exemplo, desde o fim da sua divisão secundária, conta com um reserva em seu plantel.

O reserva de Peanut na Selva, Blank, foi destaque na campanha da vice-campeã SKT1. Créditos: Espn.com

No segundo split da temporada, a equipe contou com dois reservas. Devido ao mau momento de Peanut (selva) e Huni (top line), Blank e Untara, tornaram-se peças importantes na campanha da equipe, que enfrentou dificuldades na classificação para os playoffs da Liga Coreana. Na partida semi-final, contra KT Rolster, os tri-campões mundiais, perdiam a série md5 por 2 a 0. A equipe, que já havia iniciado a séria com Untara no lugar de Huni, colocou Blank no Lugar de Peanut. O resultado foi uma virada épica para a SKT. O Reserva da Selva teve participação em 90% dos abates da equipe, nos três últimos jogos da série.

Outra modalidade cuja o uso de reservas não é novidade, é o Rainbow Six Siege. O jogo Ubisoft,  cresce a passos largos no Brasil, chega neste split com três grandes campeonatos em território nacional. Porém, com um calendário exprimido, onde os torneios acontecem momentaneamente, por isso o uso de reservas pode ser entendido por estes argumentos. Além de auxiliar em quesitos táticos, como não deixar a equipe previsível dentro do servidor.

No Rainbow Six Siege o jogador tem opções de personagens com habilidades e acessórios peculiares. Creditos: Reprodução.

No entanto, as diferenças entre as modalidades é clara. O CS, não tem agentes, que anterior aos jogos, pode moldar ou dar novas formas à  partida, como é o caso dos dois exemplos acima. O R6, mesmo pertencendo a categoria FPS, proporciona ao jogador personagens com características peculiares, que no decorrer de uma partida desempenham funções estratégicas, contudo, ficando ainda mais interessante o uso de jogadores que dominam esses tais tipo de personagem, visando um leque de estratégia mais dilatado.

Um fator que deve ser levado em consideração, e um dos influenciadores externo, no que diz respeito a resultado de jogos é a seleção de mapas, mas isso é uma questão tática, discutida pela equipe, visando a afinidade do conjunto.

O Counter-Strike é um jogo que vive uma mudança de mentalidade, no seu modo competitivo. Mesmo sendo projetado para ser um jogo de extrema estratégia mental, onde as tomadas de decisões e a proposta de jogo, fossem as protagonistas dos resultados, até pouco tempo atrás, era dominado por jogadores de miras mais apuradas. Esse paradigma começou a ser mudado, quando Gabriel “Fallen” Sguario & Cia, junto com a Natus Vincere (na época comandada por Sergey”Starix” Ischuk), começaram a praticar estilos de jogo, cujo o objetivo era “propor” rounds mais trabalhados, com entradas de bombsite visando o melhor uso  de utilitários.

Todavia, o jogo ainda não ganhou uma dinâmica definitiva. A cada atualização as coisas mudam, armas são “nerfadas”, utilitários tem seu preço alterado – algo que impacta na economia dos rounds. Com essas mudanças,  em um futuro próximo, é de se esperar que as mudanças de meta, influenciem na inserção do seguimento de substitutos imediatos, durante campeonatos ou series. E parece que a Immortals está buscando o pioneirismo.

No atual momento, a atuação de um reserva cairia muito bem em situações onde um jogador da equipe não estivesse bem dentro do jogo. Além disso, um jogador, unido de um coach, observando o jogo externamente, ou seja, dialogando com membros da comissão técnica (coach, analista, psicólogo – realidades de algumas poucas equipes no cenário mundial, como a Astralis), será de grande valor, pois sua possível entrada no decorrer da série este poderá dar uma nova face para o estilo de jogo da equipe, com melhores tomadas de  decisões, além de estar munido de uma visão mais ampla do estudo de jogo do adversário.