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Sonic Mania e meu dilema com o ouriço azul

No último final de semana eu joguei a sensação do momento “Sonic Mania” em um (vejam que ironia do destino) Nintendo Switch. O jogo vem sendo recepcionado pela comunidade e pela critica omo um dos melhores jogo do Ouriço azul. Porém provavelmente foi uma experiencias mais frustrantes da minha vida.

Não que o jogo seja ruim, muito longe disso, o jogo é bonito, bastante otimizado, com batalhas de boss legais e uma série de referências aos fãs de longa data do jogo, apenas acontece que eu nunca joguei Sonic, não possuo nenhuma memória – afetivas ou não – com relação a ouriço azul e sua turma.

Certo, sendo bem sincero eu cheguei a jogar Sonc Boom – mas acredito que para todos isso não conte como ter jogado um Sonic – então se considerarmos os Sonics da era da era de ouro da guerra dos consoles entre Nintendo e Sega, bom nenhum. Eu era uma “criança Mario”.

Isso não se parece em nada com meu Super Mario

Por motivos que fogem a minha compreensão, meu pai era fã da Nintendo, se você analisar isso no contexto dos anos 80/90 – e das famílias da época –  meu pai era muito ligado a tecnologia. Ele sempre esteve acompanhando o que ocorria no mercado e sempre que era possível era um dos primeiros a comprar um novo aparelho eletrônico.

E talvez por isso eu sempre tenha sido uma criança Mario, meu pai olhava com certa desconfiança para a Sega, provavelmente devido aos consoles dela possuírem uma versão Brasileira, enquanto que a Nintendo tinha uma aura mais tecnológica, como sendo algo “importado”. E meus amigos também possuíam seus Super nintendo e jogos do Mario, e nunca Megadrive, sega e ouriço azul.

E como alguém que chegou completamente “virgem” ao Sonic Mania, meu namorado teve que literalmente me ensinar as coisas mais básicas, como as habilidades de cada personagem, como funcionava a fase e qual era o sentido da fase, uma vez que o sentido sempre se inverte e parece que você está voltando na tela para subir e depois continuar seu caminho. Para mim foi bem pouco intuitivo ter trechos que deveria apenas seguir para frente mas não conseguir pois deveria carregar a corrida do Sonic para conseguir transpor o obstaculo, na verdade o level design de Sonic é bem mais complexo do que um fase convencional de Mario – que se baseia em “se eu vejo eu alcanço”.

O level design de Sonic necessita de muito mais atenção e pensamento por parte do jogador

Essa experiencia me rende uma oportunidade de pensar em como não ter experimentado isto na minha infância acabou definindo muito do estilo de jogabilidade que u costumo consumir. Cada vez que no Sonic Mania eu passava por algum treco que não conseguia compreender, ou que eu me incomodava com a extrema velocidade – fluida é verdade – das fases eu pensava o quanto não ter um conhecimento prévia daquilo moldou meus hábitos de consumo.

Ter sido uma “criança Mario” não é algo ruim de modo algum, assim como ter sido uma “criança Sonic” não deve ter sido, e fico pensando o que teria sido dos meus anos como jogador se por muito tempo a franquia do Mario não tivesse recebido bons jogos, como ocorreu com Sonic.

Provavelmente essa seja uma das grandes vitorias de Sonic Mania, ele é uma visão de fãs sobre como os jogos deveriam ter sido, sobre como essa comunidade ainda é pulsante, enérgica e vivaz. E mesmo não fazendo parte dessa comunidade é interessante perceber que Sonic é um fenômeno não apenas nos vídeo games mas na cultura pop de modo geral, por conseguir manter seu estilo e seu espírito vivos por tanto tempo – mesmo que continue não sendo um jogo para mim.

Sonic Mania  foi lançado em 16 de Agosto para PS4, Xbox One e Nintendo Switch, e dia 29 de Agosto para PC. E atualmente é o melhor modo de reviver (ou no meu caso, conhecer) o Ouriço azul.