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CS:GO – PGL Major Krakow 2017 – Resumo [DIA 6]

O sábado (22), ficou marcado pelo dia em que cinco brasileiros calaram a Tauron Arena em Cracóvia, na Polônia. A Immortals jogou com maestria e venceu a Virtus.pro por 2 a 0, garantindo vaga na final inédita contra a Gambit, que acontecerá às 12h30 desse domingo (23).

Virtus.pro 2 vs. 0 North

Foto: PGL

Virtus.pro 16 vs. 09 North (Cobblestone)

  • Destaque: Wiktor “TaZ” Wojtas

De CT a Virtus.pro venceu o pistol round e o antieco, mas caiu no primeiro armado onde Philip “aizy” Aistrup apareceu bem com dupla eliminação abrindo a defesa polonesa. Após isso a Virtus.pro foi inflamada pela torcida, que ensandecida servia de sexto jogador. Ao poucos os poloneses abriam vantagem, mesmo sem ter um destaque de estatísticas, mas com defesas sólidas em conjunto.

A vantagem foi aumentando mesmo com a North usando de pause táticos, mudanças de postura, nada adiantou, nada furava o paredão polaco. O fim do primeiro half marcava 11 a 04.

Vencendo o pistol da segunda parte a Virtus.pro conseguiu ampliar ainda mais, após garantir também os antiecos. Porém, para o primeiro armado, a North se organizou, e René “cajunb” Borgfez a diferença com três eliminações no bombsite B. Os dinamarqueses ainda garantiram a vitória na sequência, devido a má economia da VP. Depois de ler que os poloneses estavam com ênfase na parte da queda, a North reforçou por lá, o que gerou mais alguns rounds a seu favor, mas teriam de fazer uma metade perfeita. Com a larga vantagem que tinham, os polacos fecharam a partida em 16 a 09.

Virtus.pro 16 vs. 10 North (Nuke)

  • Destaque: Paweł “byali” Bieliński

Na Nuke a North começou de CT, vencendo o pistol e garantindo o antieco sem quaisquer problemas, além de levar o primeiro armado. Após o sexto ponto dinamarquês, os poloneses conseguiram encaixar uma melhor estratégia para enfrentar a sólida defesa adversária. Voltando ao jogo, novamente a torcida jogou como sexto, pressionando os jogadores da North que aos poucos sentiam a pressão da recuperação da Virtus.pro. Filip “NEO” Kubski era o grande nome do esquadrão polaco, somando onze eliminações e dez mortes.

No último round do half, a North voltou a pontuar com Emil “Magisk” Reif conseguindo uma tripla eliminação de UMP pela região do rádio, o que deixou os nórdicos na frente do placar novamente em 7 x 8.

O pistol da segunda parte foi vencido pelos poloneses, garantindo também o antieco, porém ambos os rounds s North conseguiu plantar a C4, o que possibilitou um armado logo na sequência, a VP ainda de SMGs, acabou caindo e deixando a partida em 9 a 9. Na rodada seguinte, bem armada a Virtus.pro trouxe a vantagem novamente e depois disso não deu chances para os dinamarqueses, abrindo 13 x 09, com Paweł “byali” Bieliński conseguindo seis eliminações em três rodadas, assumindo a ponta nas estatísticas.

Ao fim ficou fácil para fechar em 16 a 10.

Gambit 2 vs. 1 Astralis

Foi com valentia, foi com bravura! A Gambit está na grande final do PGL Major Krakow, após bater a Astralis por 2 a 1 na série semifinal. Mesmo tendo grandes dificuldades pelo lado terrorista, os cazaques conseguiram manter um bom desempenho de CT, o que propiciava sempre boa vantagem no número de rodadas, dificultando mais uma recuperação dos dinamarqueses.

Gambit 16 vs. 10 Astralis (Overpass)

  • Destaque: Rustem “mou” Telepov

No mapa de escolha da Astralis, Overpasss, a Gambit começou de CT e venceu o pistol com uma tripla eliminação de Dauren “AdreN” Kystaubayev. Sem ter muitos problemas, garantiu os antiecos, forçados e o primeiro armado contra os dinamarqueses, abrindo 4 a 0. Então a Astralis fez uma execução para o bombsite B, conseguiu botar a bomba no chão, mas apareceu Rustem “mou” Telepov para vencer o 1v2 e garantir o quinto dos cazaques.

Mou foi o grande destaque do primeiro mapa | Foto: PGL

A Astralis viria a vencer com Markus “Kjaerbye” Kjærbye trabalhando bem na linha de frente nas entradas, não deixando muitas chances depois de um domínio perfeito no bombsite B. Na sequência ficou evidente o impacto que Rustem “mou” Telepov causava de AWP, após o AWP conseguir a eliminação de entrada, a Astralis caiu novamente diante dos cazaques, que garantiam o 7 a 1. Após um tático, os dinamarqueses se reorganizaram e mudaram um pouco a postura e a ênfase que davam nos bombsites, mas o poderio de retake da Gambit ainda era altíssimo, conseguindo principalmente com Dauren “AdreN” Kystaubayev, impactar os adversários, destruindo-os vez após vez. Ao fim da metade 10 a 05.

O pistol da segunda parte foi para a Astralis, que também garantiu os antiecos encostando em 10 x 07. No primeiro armado a Gambit resolveu por uma entrada para o bombsite A, em sincronia banheiro-fundo. Conseguiu garantir o plant da C4, enquanto que Abay “HObbit” Khasenov segurou a rotação dos dinamarqueses, dando o décimo primeiro ponto para os cazaques.

Com Rustem “mou” Telepov fazendo muita diferença novamente, eliminando 33 jogadores, a Gambit abria cada vez mais vantagem, até fechar o mapa em expressivos 16 x 10.

Gambit 08 vs. 16 Astralis (Inferno)

  • Destaque: Andreas “Xyp9x” Højsleth

Na Inferno a Astralis começou de terrorista e venceu o pistol, mas caiu no forçado da Gambit. Na sequência os dinamarqueses devolveram o round forçado, mas a Gambit também pontuou, deixando o jogo em 2 a 2.

Foto: PGL

Depois da troca apertada de vitórias, quem se sobressaiu foi a Astralis, principalmente por conta do desempenho de Peter “dupreeh” Rasmussen e Nicolai “device” Reedtz, que juntos eliminaram quase trinta em onze rounds. Fazendo com que a equipe abrisse 2 a 7. Para se recuperar no half, Dauren “AdreN” Kystaubayev começou a aparecer, conseguindo desempenhar bem seu papel no bombsite B, trazendo algumas rodadas para sua equipe, mas nada de grande quantidade. Ao fim 05 x 10 na primeira metade.

Mantendo a boa qualidade nos pistols, a Gambit venceu com Abay “HObbit” Khasenov conseguindo uma tripla eliminação de glock. Os cazaques garantiriam também os antiecos, antes que a Astralis vencesse o primeiro armado, numa tentativa falha de avanço na banana por parte dos terroristas (08 x 11).

Pecando inúmeras vezes nas execuções e com Mihail “Dosia” Stolyarov travado em sua função de lurker, aos poucos a Gambit foi desacreditando da partida, a Astralis aproveitou o momento, e levou todos os rounds até o fim do mapa, fechando em 08 x 16.

Gambit 16 vs. 12 Astralis (Train)

  • Destaque: Danylo “Zeus” Teslenko (Destaque individual e mental por conseguir manter sua equipe concentrada mesmo com a recuperação da Astralis, além de usar bem das conversas táticas, tanto em pauses quanto durante a partida, veja mais detalhes no último parágrafo).

Na Train a Gambit começou forte de CT, vencendo o pistol e garantindo os antiecos. Devido ainda estar de SMG, o primeiro armado foi para a Astralis, que soube aproveitar o armamento melhor. No armado de verdade, os cazaques foram melhor com Rustem “mou” Telepov fazendo bom trabalho de AWP, fazendo com que os dinamarqueses optassem por guardar seu armamento. Após esse momento, quem tomou as cenas foi Dauren “AdreN” Kystaubayev, conseguindo ser essencial em quatro rodadas consecutivas, chegando ao topo da estatísticas e levando a Gambit ao 8 a 2.

A Astralis se recuperava na partida, os cazaques começavam a ter problemas com o caminho que a partida tomava, mas então apareceu o round mais improvável possível, num 1v2 de Abay “HObbit” Khasenov, Lukas “gla1ve” Rossander eliminou o próprio companheiro de equipe e ainda perdeu a disputa direta com o jovem cazaque.

No fim do half a Astralis ainda conquistou o último ponto, mas a vantagem da Gambit era tranquila em 9 x 6.

No round pistol da segunda metade, os cazaques aprontaram um round caótico para o bombsite B, com dupla eliminação de entrada para Rustem “mou” Telepov, além de garantir os antiecos. Porém no primeiro armado a Astralis venceu, colocando pressão contra a vantagem da Gambit. Toda rodada se mostrava bastante apertada, com desarme nos últimos milésimos de segundos, ou situações de clutch round para ambos os rounds.

Os apertos perduraram até o 12 x 09, quando uma ótima entrada para o bombsite A, quebrou a defesa dinamarquesa, Mihail “Dosia” Stolyarov conseguiu proteger o seu parceiro armando a bomba, ficando tranquilo para garantir o after plant, garantindo o décimo terceiro. A vantagem de quatro não demonstrava em suma como o jogo se apresentava, e aos poucos a Astralis foi trazendo novamente a disputa, no 13 a 11 o mais interessante do fim da partida apareceu. Danylo “zeus” Teslenko usou o round seco como pause tático, na sequência a postura da Gambit mudou, com o próprio zeus trabalhando de entry por dois rounds, sendo completamente efetivo, colocando o décimo quinto no placar, jogando os dinamarqueses num forçado, podendo fechar sem muito problema em 16 x 12.

Immortals 2 vs. 0 Virtus.pro

Pela primeira vez na história, uma equipe vinda dos minors chega a final de um Major (Foto: Nick Phan/Immortals)

 Immortals 16 x 5 Virtus.pro (Inferno)

  • Destaque: Lucas ‘LUCAS1‘ Teles

 

Começando de terrorista, os brasileiros não se assustaram ao rush da VP no meio e garantiram o pistol round. Controlando boa parte do mapa nos econômicos dos europeus, a Immortals garantiu os dois rounds e abriu três a zero no placar.

No primeiro armado, a Immortals tentou avançar, buscando as primeiras eliminações, sendo punida e perdendo o round. No segundo armado, os brasileiros se perderam na estratégia e acabaram cedendo o ponto no tempo. Forçando o armamento, os brasileiros aceleraram a jogada invadido o bombsite B com várias flashbangs, garantindo o round.

quebrando a economia polonesa, a Immortals conseguiu abrir quatro rounds de diferença, antes dos adversários poderem se armar novamente. Sólida ofensivamente e não desperdiçando as chances de eliminar, garantiram a vitória no half em apenas onze rounds.

A Virtus.pro sofria por conta da economia e sempre tinha que fazer ecos para poder comprar tudo depois. E foi num eco que conseguiram voltar a pontuar depois de seis rounds. Graças a Jarosław ‘pashaBiceps‘ Jarząbkowski que conseguiu três eliminações, segurando o avanço brasileiros pelo meio.

Mesmo vencendo mais um round, a Immortals dominou o lado terrorista e fechou o half em 11 a 4.

No segundo pistol, a Virtus.pro tentou fazer um avanço rápido pelo corredor, mas fazendo um excelente retake, a Immortals garantiu ponto. Porém, no round seguinte, Janusz ‘Snax‘ Pogorzelski fez um triple kill, conquistou o ponto e quebrou a economia brasileira. Mas, sem coordenação para fazer os avanços, a VP cedeu o round seguinte para os brasileiros que ficou próximo da vitória no mapa.

Sem muita dificuldade, os brasileiros seguraram as últimas tentativas da Virtus.pro e fecharam o mapa em 16 a 5.

Confira os melhores momentos do primeiro mapa

Immortals 16 x 11 Virtus.pro (Mirage)

  • Destaque: Ricardo ‘boltz‘ Prass

 

Mapa de escolha dos donos da casa, a VP começou perdendo. A Immortals conseguiu segurar o avanço no bombsite A para vencer o round pistol. Assim como no primeiro mapa, os brasileiros garantiram com facilidade os ecos do adversário para abrir três a zero.

No primeiro armado, a VP demorou para controlar o meio do mapa e decidir onde seria seu avanço, com isso perderam o round e fizeram um pause tático para se acertar.

Somente depois de cinco rounds a VP chegou ao seu primeiro ponto fazendo um bom avanço no bombsite A pela ligação. Mas, no round seguinte, a Immortals conseguiu quebrar a economia adversária depois de um retake no bombsite B. Sem se encontrar na partida e vendo a Immortals abrir uma boa diferença, a VP novamente parou a partida.

Precisando de um brilho individual, a VP contou com ‘pashaBiceps‘. O polonês ganhou um clutch 1vs4 e garantiu o segundo ponto da sua equipe. Com isso quebrou a economia brasileira que fazer dois rounds econômicos e a vantagem que era de sete rounds caiu para quatro.

Mesmo perdendo três rounds consecutivos os brasileiros mantiveram a concentração para se recuperar e garantir a vitória no primeiro half por 11 a 4.

No segundo pistol do mapa, a Immortals tentou acelerar para o bombsite B, sem sucesso. A VP soube ser paciente para garantir os rounds econômicos do adversário e chegar ao seu sétimo ponto.

Se recuperando na partida, os donos da casa mostraram uma defesa sólida e tirou a vantagem brasileira vencendo seis rounds consecutivos. Com isso a Immortals parou a partida para pensar em formas diferentes de avançar. O que funcionou. Logo no round seguinte, venceram com uma boa entrada no bombsite B.

Porém no round seguinte, não conseguiram executar bem a jogada de smokes no bombsite A e perdeu o round. Mas para ganhar emoção, os brasileiros venceram o round logo depois e foi a Virtus.pro que ficou sem economia.

No round decisivo, a VP forçou toda sua economia, porém sua defesa falhou e foram obrigados a fazer um round econômico e ceder o match point para os brasileiros. No round decisivo, a Immortals foi cirúrgica ao punir os erros poloneses e fechou a partida em 16 a 11.

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