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CS:GO – Prévia: PGL Major Krakow 2017 Main Qualifier

O classificatório principal do Major da PGL Kraków 2017 colocará 16 equipes em disputa de 8 vagas nos estúdios da PGL na Romênia a partir dessa quinta-feira (29). Com os brasileiros da Immortals brigando por uma das vagas, é hora de conferir a nossa prévia do evento.

Para todos os horários e informações do torneio visite nosso link de cobertura.

G2

Richard “Shox” Papillon
Alexandre “bodyy” Pianaro
Nathan “NBK” Schmitt
Dan “apEX” Madesclaire
Kenny “kennyS” Schrub

A equipe francesa da G2 é a grande favorita a passar sem grandes problemas no classificatório do PGL Major Krakow. O desempenho dos europeus recentemente os colocaram entre as cinco melhores do mundo, e uma das aspirantes a disputa do título de qualquer campeonato, após a conquista inédita da ESL Pro League Season 5.

Nem se deve comentar motivos de dúvida sobre a classificação do quinteto que tem Kenny “kennyS” Schrub como destaque, seria uma tragédia imensa a G2 fora do major.

Immortals

Ricardo “boltz” Prass
Henrique “hen1” Teles
Lucas “lucas” Teles
Lucas “steel” Lopes
Vito “kNg” Giuseppe

Batendo na trave por vezes, os brasileiros da Immortals estão mais do que nunca com um pé no major. Primeiro por terem falhado das outras vezes por simples “momento”, e problemas marginais. Segundo, por terem conquistado muito mais experiência nos últimos meses, se consagrando como uma equipe que briga para entrar e enfrentar por igual qualquer time no tier 1 mundial. O desempenho na DreamHack Summer chamou a atenção e parece ter deixado o quinteto ainda mais esperançoso, além de ter ateado uma chama ainda não demonstrada como um todo, nos torcedores.

O setup com dois AWPs pelo lado CT, faz do time brasileiro uma equipe fortíssima enquanto defesa, mas os dois jogadores de ofício na função, traz um pouco de preocupação pelo lado terrorista, ou em partidas em que a economia não propicie tal estratégia.

Optic

Will “RUSH” Wierzba
Óscar “mixwell” Cañellas
Keith “NAF” Markovic
Tarik “tarik‘ Celik
James “hazed” Cobb

A Optic vive momentos de time grande, não por seu desempenho, mas por sua posição frente às organizações. Após disputar a IEM Sydney e chegar na semifinal do torneio, os norte-americanos ganharam uma boa reputação mundial, coisa que não se via desde a saída de Peter “Stanislaw” Jarguz. Aliás, Stanislaw é o motivo dos problemas da Optic, após o líder da equipe deixar o quinteto, nunca mais se encontrou alguém que fizesse a função com decência. Na verdade, até agora ninguém foi efetivado como quinto jogador da Optic, com o coach James “hazed” Cobb tentando ser o comandante dentro da partida.

A boa reputação citada, a princípio trouxe uma vaga por convite para a ESL One Cologne 2017, isso é um ponto que pode trazer ares de grandeza para os norte-americanos, colocando-os num dos potes de possíveis candidatos à vaga. Basta ficar de olho.

PENTA

Jesse “zehN” Linjala
Paweł “innocent” Mocek
Miikka “suNny” Kemppi
Kevin “kRYSTAL” Amend
Kevin “HS” Tarn

A equipe da Penta é uma das que não se pode descartar qualquer coisa. Após a conquista da ESEA Global Challenge, o misto europeu mostrou bastante consistência durante o minor, mas não é uma das que eu diria que pode chegar com força e conquistar uma vaga, a não ser que os deuses do Counter Strike ajudem no sorteio das rodadas. O jovem finlandês de 22 anos, Miikka “suNny” Kemppi, é o nome que pode desequilibrar e levar a equipe a uma melhor posição, mas como dito, é complicado confiar a um homem o dever de cinco.

Liquid

Russel “Twistzz” Van Dulken
Jonathan “EliGE” Jablonowski
Peter “stanislaw” Jarguz
Nick “nitr0” Cannella
Josh “jdm64” Marzano

Os norte-americanos chegam no classificatório com um certo dever de conquistar pelo menos duas vitórias e ficarem perto da classificação. Uma pelo recente momento, não que a Liquid esteja destruindo nos eventos, mas só a participação nos grandes torneios já conta nesse momento, e a experiência é um dos pontos que pode fazer os liderados por Wilton “zews” Prado trazerem essa vaga para o cenário que está em baixa, e teria uma decepção enorme com menos uma representante do maior torneio da categoria.

O momento que o jovem Russel “Twistzz” Van Dulken vive é o melhor possível, podendo ele ser o fator que irá desequilibrar nessa história, mas até que ponto confiar tudo isso a um jovem de 17 anos é benéfico ao invés de trágico?

TyLoo

Ke “Mo” Liu
Zhen “HZ” Huang
Hui “DD” Wu
Hansel “BnTeT” Ferdinand
HaoWen “somebody” Xu

Após as discussões internas que culminaram nas mudanças de line-up no quinteto chinês da TyLoo, chegou o indonésio Hansel “BnTeT” Ferdinand para completar o time. O jogador atuava pela Recca, de seu país, e apresentava um nível acima do normal no continente já nessa época, ao entrar para a maior organização do Counter Strike asiático, BnTeT cresceu ainda mais e melhorou a tal nível que hoje lidera o quadro de estatística do planeta, superando todos os outros nomes com cláusulas milionárias.

O indonésio não vem sofrendo pressões nos eventos que disputa, o que traz um pouco de tranquilidade, porém nunca atuou contra equipes do nível que enfrentará nessa seletiva, isso pode ser um grande problema para a TyLoo, que depende altamente dele.

Um dos fatores que pode auxiliar a TyLoo é o desconhecimento que os adversários têm. Não por falta de estudo, mas pelo motivo de os chineses jogarem displicentemente nos confrontos locais, não apresentando seu real jogo, o que os torna uma incógnita grandiosa frente aos outros. Isso em confrontos MD1 assusta qualquer um.

GODSENT

Markus “pronax” Wallsten
Andreas “znajder” Lindberg
Simon “twist” Eliasson
Joakim “disco doplan” Gidetun
Jonas “Lekr0” Olofsson

Os suecos chegam no classificatório principal como atuais campeões da ESEA Premier e terceiros colocados na ESEA Global Challenge. Essa notável diferença entre torneios online e presenciais se apresenta de forma veemente. A GODSENT não consegue ser tão efetiva enquanto em @lan, mas não é nada muito enorme, fato é que o principal problema da equipe continua sendo o desempenho de Markus “pronax” Wallsten, que apesar de ser uma mente tática absurda, peca em ser um dos piores do mundo no quadro estatístico dos últimos três meses.

Os suecos possuem uma experiência acima da média com cinco jogadores que já atuaram em majors, e com dois que já conquistaram (pronax e znajder). Isso pode trazer um pouco mais de tranquilidade, e certeza ao enfrentar algumas das estreantes.

Dignitas

Ricardo “fox” Pacheco
Ruben “RUBINO” Villarroel
Jesper “TENZKI” Plougmann
Joakim “jkaem” Myrbostad
Jorgen “cromen” Robertsen

Para o misto europeu da dignitas as mudanças podem pesar, com jogadores a poucas semanas juntos e com Ruben “RUBINO” Villarroel tendo suas qualidades bloqueadas, e descendo nas estatísticas devido a sua função de IGL começar a lhe preocupar muito no decorrer da partida, com os erros que aparecem. Quem chamará a responsabilidade será o português Ricardo “fox” Pacheco, mas um sozinho não fará o baile. Além disso, o jovem Jorgen “cromen” Robertsen sentirá o peso, já sentiu durante o minor europeu, e demorou a engrenar.

Outro nome que é de suma importância na parte tática é Jesper “TENZKI” Plougmann, o dinamarquês consegue ser o braço direito de Rubino na distribuição de informação e repassagem de chamadas. TENZKI é um jogador que se aproveita muito da partida para tirar suas leituras e tem na comunicação seu principal atributo. Isso aliado ao bom líder que é Rubino, e ao excelente individualismo que Fox vem demostrando, pode trazer uma melhor armação para a dignitas durante o classificatório.

Mousesports

Tomáš “oskar” Šťastný
Robin “ropz” Kool
Christian “loWel” Garcia Antoran
Chris “chrisJ” de Jong
Denis “denis” Howell

O recente envolvimento do misto europeu nos torneios de qualidade trouxe a mousesports novamente aos holofotes. A mudança após a saída de Nikola “Niko” Kovac, deu luz a um quinteto de verdade, ao invés de um esquadrão de um homem só. O potencial inexplorado de Robin “ropz” Kool também começou a explodir nas últimas semanas com uma evolução extraordinária.

O grande nome da mouz hoje é Tomáš “oskar” Šťastný, com a reestruturação da equipe a mousesports viveu por algumas semanas o que vive a Immortals hoje, com a dúvida no setup de dois AWPs, porém, não efetivou ambos os jogadores de ofício como tal, pondo Chris “chrisJ” de Jong nas funções de assault, o que caiu bem, e o holandês soube se aproveitar da nova posição.

Tengri

Anuar “sonic” Abu
Bakir “pachanga” Kurbanaliev
Aleksandr “SNk” Semkin
Bektiyar “fitch” Bahytov
Ramazan “Ramz1k” Bashizov

A Tengri foi a grande sensação do CIS Minor, conseguindo chegar como primeiro seed na grande final, onde perdeu para a Vega Squadron. Contando com o super astro de 17 anos Ramazan “Ramz1k” Bashizov como grande nome do quinteto, é bastante improvável que consigam algo além de uma ou outra vitória contra as menores equipes. Porém, aqui é importante notarmos potenciais futuros para as equipes da região do CIS. Ramz1k já é cotado para substituir grandes nomes como AWP. Além disso, a Tengri é casa, e ainda mantém o contrato com Abay “HObbit” Khasenov, jogador emprestado ao Gambit. Revelar jogadores, é com os cazaques mesmo.

HellRaisers

Kirill “ANGE1” Karasiow
Vladyslav “bondik” Nechyporchuk
Martin “STYKO” Styk
Patrik “Zero” Žúdel
Bence “DeadFox” Böröcz

O quinteto europeu também vem de boas participações nas etapas open da DreamHack, mas não chega a ter desempenhos acima dos esperados. A experiência é um dos pontos que pode chamar atenção, além de ter caído na fase inicial do ELEAGUE Major, o que garantiu um bom seed no sorteio, enfrentando a azarona Vega Squadron. Isso pode vir a ser um bom ponto, e iniciar com vitória no sistema suíço é providencial. O grande problema do quinteto europeu é a dependência de Bence “DeadFox” Böröcz, nos dias que não encaixa o jogo do húngaro, a HellRaisers fica longe de ser a boa equipe competitiva que se mostra.

Vega Squadron

Leonid “chopper” Vishnyakov
Dmitriy “jR” Chervak
Sergey “Keshandr” Nikishin
Nikolay “mir” Bityukov
Pavel “hutji” Lashkov

As chances da Vega no classificatório são bem baixas, mas vale lembrar que isso não quer dizer que não possam causar uma surpresa. No classificatório do ELEAGUE Major, eles venceram o NiP, sendo o estopim de mudanças na lendária equipe sueca, será que dessa vez aprontarão mais alguma?

Foto: StarLadder

A Vega chegou a jogar alguns torneios razoavelmente importantes durante 2017, como etapas da DreamHack Open e seletivas de eventos importantes, mas nada muito enorme. Essa falta de jogos de grande nível pode trazer problemas para a line-up. No CIS Minor eles já não foram como o esperado, tendo problemas contra equipes teoricamente mais fracas, outro problema para o esquadrão russo é o map pool. Não que seja ruim, mas tradicional demais, são bons onde muita gente é boa.

FlipSid3

Georgi “WorldEdit” Yaskin
Yegor “markeloff” Markelov
Andrey “B1ad3” Gorodenskiy
Jan “wayLander” Rahkonen
Denis “electronic” Sharipov

A FlipSid3 é a equipe mais estranha da competição, não, ela não é desconhecida, muito pelo contrário, todos a conhecem. Porém ela vem de uma inatividade muito grande, não participa de torneios presenciais (nem dos menores), e tem atuado completamente abaixo do nível na ESEA Premier S25. Eles costumam surpreender quando o motivo é o major, mas dessa vez creio que não.

Renegades

Justin “jks” Savage
Aaron “AZR” Ward
Karlo “USTILO” Pivac
Noah “Nifty” Francis
Nemanja “nexa” Isaković

A equipe representante da Austrália sonha em voltar ao major depois de algumas edições longe. Porém, é outra que é completamente complicado reservarmos uma das oito, escassas, vagas. Um dos motivos é o desempenho em MD1, a Renegades é um time que não consegue reagir rápido a situações de jogo e na maioria das vezes sofre com upsets por conta disso. No Ásia Minor o quinteto não conseguiu passar fácil das equipes menos renomadas, dropando mapa contra times bem abaixo do nível mundial.

As esperanças estão todas depositadas no AWP, Noah “Nifty” Francis, que fez um desempenho fascinante na fase final do minor, sendo o principal nome da conquista do título.

BIG

Fatih “gob b” Dayik
Nikola “LEGIJA” Ninić
Johannes “tabseN” Wodarz
Kevin “keev” Bartholomäus
Johannes “nex” Maget

BIG é talvez a equipe que mais cresceu nas semanas derradeiras desse classificatório. O esquadrão alemão liderado pelo incansável Fatih “gob b” Dayik conquistou o minor europeu, além de ter feito uma campanha irrepreensível na ESEA PremierGOB B, como sempre não tem um nível de estatística excepcional, mas foi evidente sua participação no minor, o quinteto começou abaixo do esperado no evento, mas o veterano leu todas as equipes que conseguiram passar aos playoffs, e simplesmente fez sua equipe destruir a todos na fase final, com Johannes “tabseN” Wodarz sendo o grande destaque e MVP do torneio.

Muito do sucesso se deve a Kevin “keev” Bartholomäus, o AWP é a grande estrela do quinteto e vem se destacando cada vez mais, sendo o nome absoluto nas partidas.

Cloud 9

Jake “Stewie2K” Yip
Timothy “autimatic” Ta
Mike “shroud” Grzesiek
Jordan “n0thing” Gilbert
Tyler “Skadoodle” Latham

A interminável Cloud 9 parece ter renascido das cinzas recentemente. Depois de conquistar a Subaru Invitational algumas semanas atrás, os norte-americanos apareceram bem em alguns torneios não muito grandes, mas fizeram uma campanha razoável na ESL Pro League S5, e chegaram bem na DreamHack Summer e ECS Season 3 Finals, conseguindo alguns resultados interessantes, o que rendeu cinco posições a mais no ranking mundial, estando agora em 6º. Com uma penca de fãs e uma obrigação, a equipe é sim uma das favoritas a conquistar uma das oito vagas, tanto pela rodagem, quanto pela qualidade individual de algumas peças.

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