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Análise – The Legend of Zelda: Breath of the Wild

The Legend of Zelda: Breath of Wild

The Legend of Zelda: Breath of Wild
9.74

Narrativa

10/10

    Jogabilidade

    10/10

      Design

      10/10

        Música

        10/10

          Inovação

          10/10

            Pros

            • Inovador
            • Cativante
            • Mundo aberto interessante
            • Personagens cativantes
            • Trilha sonora impecável

            Cons

            • Alguns inimigos realmente desafiadores
            • Viciante

            The Legend of Zelda: Breath of the Wild é como uma quimera. Ela conecta pedaços – melhor dizendo aspectos – de vários estilos de jogos, trabalhando juntos dentro do universo de Hyrule, gerando uma criatura nova e mística. Ao mesmo tempo, ela não apenas mimetiza esses aspectos como os tornam coisas novas, gerando ao mesmo tempo uma sensação de novidade e de reconhecimento em seu gameplay.

            Link

            As mecânicas de Breath of The Wild são polidas a um nível inimaginável. Desde atividades simples como cavalgar, escalada ou mesmo cozinhar, são atividades prazerosa que tem muita da sua experiência boa na resposta que o jogo lhe proporciona. Seja elas animações, ou mesmo pelos sons ao realizar alguma atividade, tudo possui um feedback e uma sensação de realização.

            É importante ressaltar que os embates não são necessariamente um ponto fora da curva para a série, mas o modo que você consegue mudar as batalhas torna a experiência de modo geral bastante enriquecedora.

            Seja em confrontos diretos – o que acaba não sendo muito recomendado devido a quantidade de inimigos e o modo como eles aprendem seus comportamentos – ou a utilização do cenário e das funções de seu Sheikah Plate, um curioso tablete multifuncional, a física e o modo como as suas decisões impactam naquele mundo são bastante recompensadoras.

            A utilização da barra de estamina é algo bastante agregador dentro de um jogo de mundo aberto, uma vez que você pode realizar qualquer ação, desde que tenha energia para isso, e acaba servindo como algo desafiador ao jogador que precisa ter um plano de ação, pois pular de paraglider e nadar pode acabar sendo uma verdadeira tentativa de suicídio.

            Os equipamentos são diversos e possuem um bom balanceamento de status, peso e tempo de resposta. Curiosamente, com o passar do tempo você passa a perceber as armas que melhor respondem ao seu estilo de jogo e de luta.

            Ganon

            A Trilha sonora de Breath of the wild é suave. Não no sentido de ser calma, mas de modo que ela se enquadrar tão bem ao ambiente e trabalha tão bem com os silêncios dentro daquela enorme vastidão que tornam a experiência bastante intimista.

            O arranjo escolhido para tocar o tema de The legend of Zelda, é uma das melhores versões da música e transita bem entre a tradição e a novidade, remontando ao passado, porém com o ar de novidade que carrega o espirito desse novo jogo.

            O mapa é grandioso, mas não apenas grandioso, ele é um mundo bastante vivo, no qual existem coisas acontecendo a todo o momento independente da ação do personagem.  Essa riqueza de detalhes torna o mundo tão interessante ao ponto de não dar vontade de dormir ou ficar sentado à fogueira aguardando o amanhecer, pois isso consumiria um tempo verdadeiramente interessante de exploração.

            Outro aspecto muito interessante é cavalgar. Ou melhor dizendo o ato de gerenciar seus cavalos, captura-los, doma-los, conseguir sua confiança, alimentar, ensina-los do modo que melhor lhe agrada. Toda essa mecânica de cavalgar é prazerosa e recompensadora dentro do jogo.

            Os animais são diferentes, inteligentes, alguns com muita personalidade. O que torna sempre uma verdadeira aventura domar um novo animal. É uma sensação maravilhosa tentar domar um novo animal, escolher qual você deseja, e nomeá-lo. Acaba sendo impossível passar por cavalos selvagens e não desejar algum anima especifico para si.

            Zelda

            A narrativa presente é bastante poética e bonita, principalmente por subverter o tema da “capa e escapa” e enriquecer seus personagens de modo a torna-los muito mais reais, dando não apenas qualidades, mas defeitos as suas personalidades.

            Todos seus personagens em menor ou maior grau possuem amarguras únicas e precisam lidar com isso na historia do jogo, o que os enriquece e permite ao jogador verdadeiramente se ligar aos personagens – eu mesmo me senti extremamente conectado com o plot da Zelda e sua amargura de ter de aceitar que o herói de Hyrule é o Link e não ela, algo que sempre foi algo core na série,  mas dessa vez é abordado sobre um novo viés narrativo.

            É interessante notar como a mecânica de coleta de memorias constrói toda a historia e torna a busca por essas memorias um fator importante para o jogador compreender o mundo em que se encontra e principalmente traçar um paralelo entre o passado e o estado que o mundo se encontra após o despertar do Link.

            Open your eyes… Wake up Link

            O grande charme de The Legend of Zelda: Breath of the Wild é o fato de que tudo aquilo que se encontra aos seus olhos pode ser utilizado, encontrado, escalado, destruído. Todas as funções nele funcionam com um nível de polimento que tem muito a ensinar aos mais diversos jogos de muito aberto. E principalmente, o jogo possui uma alma única, não se trata apenas de uma jogabilidade que beira a perfeição, mas sim um espirito de aventura e descobrimento como a muito tempo não víamos