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CS:GO – Caminho ao Major – GODSENT

Para o primeiro Major de CS:GO em 2017 preparamos uma série de artigos destacando cada uma das equipes presentes no grande evento que premia $1.000.000,00. O conteúdo abaixo destacará os últimos seis meses da equipe sueca da GODSENT.

GODSENT

Markus “pronax” Wallsten
Robin “flusha” Rönnquist
Andreas “znajder” Lindberg
Jesper “JW” Wecksell
Jonas “Lekr0” Olofsson

Criada por Markus “pronax” Wallsten e alguns investidores, a organização da GODSENT viveu um ano de 2016 bem atípico. De uma equipe que brigava pelo top 3 da Suécia para uma ascensão que poucos acreditavam ao fim do ano. Muito disso se deu a dissolução da equipe da fnatic, que acabou misturando os jogadores das duas equipes. Ao fim de algumas várias mudanças, a GODSENT acabou sendo uma fnatic da antiga geração, já que Markus “pronax” Wallsten, Robin “flusha” Rönnquist, Andreas “znajder” Lindberg e Jesper “JW” Wecksell já passaram bons momentos na organização mais respeitada do mundo, conquistando cada um pelo menos um major.

O veterano Andreas “znajder” Lindberg | Foto: HLTV

Andreas “znajder” Lindberg o remanescente da equipe campeã do primeiro major de CS:GO passou de um jogador respeitado em meados de 2013/14 para criticado em 2015, jogado às equipes de menor calão do cenário europeu. O AWP aos poucos foi voltando a boa forma que o consagrou na fnatic, e com a confiança de  Markus “pronax” Wallsten entrou no projeto ambicioso da GODSENT. Mesmo na line-up atual, Andreas  veio a ser criticado, mas após o classificatório principal para o Major da ELEAGUE mostrou que pode ser peça fundamental, criando um duo de AWP ao lado de Jesper “JW” Wecksell.

A liderança de Markus “pronax” Wallsten é indiscutivelmente a mais estável e caracterizada pela seriedade dentro do cenário mundial. Fato é que, quando o atleta saiu da equipe da fnatic muito da inteligência da equipe se perdeu, fazendo com que muito do que conhecíamos da lendária equipe não se mostrasse novamente. Apesar de sua farta inteligência tática e psicológica, Markus peca na habilidade e por vezes demonstra estatísticas abaixo de qualquer outro jogador de grande nível do cenário, fazendo-o ser o elo mais fraco dentro do quinteto atual da GODSENT.

A inteligência tática de Markus “pronax” Wallsten supri a falta de skill na maioria das vezes | Foto: HLTV

Para suprir a falta de habilidade individual de Markus “pronax” Wallsten, a equipe conta com um dos melhores jogadores do mundo já há algum tempo. Robin  “flusha” Rönnquist é talvez a peça mais fundamental dentro do time, fazendo a elevação da parte skillada do quinteto. O atleta de 23 anos é o responsável pela liderança nas estatísticas e por dar aquele Je ne sais quoi (ou algo a mais) no jogo.

Robin “flusha” Rönnquist tem o algo a mais | Foto: HLTV

Talvez na mesma onda de Robin  “flusha” Rönnquist,  Jonas “Lekr0” Olofsson é a jovem estrela da equipe e uma das revelações da Europa em 2016. Desde o início do ano o atleta vem se destacando dentro do cenário sueco e não demorou para que começasse a aparecer a nível mundial. Fazendo parte da equipe da GODSENT ele também é o responsável por desequilibrar o jogo em partidas complicadas. O jogador conta com um nível de Headshot acima da média (52%) sendo essencial na divisão de funções com Flusha, hora buscando eliminações de entrada, hora sendo suporte para a entrada.

Também dividindo funções, Jesper “JW” Wecksell é parte fundamental na tática sueca, geralmente é o responsável por dar o suporte nas entradas de uma forma um pouco não convencional, auxiliando com smokes ou então dando cobertura com sua AWP de um ponto diferente da entrada. A exemplo na Train, um dos trunfos da equipe durante o classificatório do major, o jogador era essencial nessa função.

JW é essencial no suporte à entrada, enquanto Lekr0 e Flusha revezam a frente.

O jogador é parte essencial no suporte às entradas da equipe.

Como no exemplo acima, podemos notar que o Jesper “JW” Wecksell faz o trabalho de suporte à entrada quase em todo round, sendo para o bombsite que ele cobre ou não. Interessante é que após prestar o suporte, em alguns rounds o jogador parte para fazer a posição de costinhas, principalmente quando não pode contar com sua AWP. Na rodada exemplificada, após a utilização da smoke como distração o jogador trabalha junto da equipe, continuando no papel de suporte. Durante quase todo o classificatório, em partidas no mapa Train, esse foi a padrão utilizada pelos suecos.

Ao lado da Cache, a Train é o mapa que mais tem porcentagem de vitórias para os suecos, beirando os 80%.

A GODSENT demorou um tempo até se encontrar após as mudanças, decepcionou a todos na DreamHack ZOWIE Open Winter 2016 ficando em 3º num torneio onde a Gambit acabou se sagrando campeã. Porém, parece que conseguiram se organizar e mesmo com o pouco tempo de entrosamento os suecos fizeram o classificatório principal do major bastante confiantes sem nem dar chance aos adversários.

Como o Major contará com o sistema suíço, ser um challenger não vai fazer tanta diferença para a equipe. Que pode cair contra um legend que não está em tão bom momento. Fato é que está na hora de vermos se a mudança de line-up e transações com a fnatic deram certo.

A ELEAGUE Major tem início no dia 22 de janeiro com cobertura completa da GCB Games.

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