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Análise: The Witcher 3: Wild Hunt – Game of the Year Edition

The Witcher 3: Wild Hunt - Game of the Year Edition

The Witcher 3: Wild Hunt - Game of the Year Edition
9.6

Música

9/10

    Gráficos

    10/10

      Jogabilidade

      9/10

        Diversão

        10/10

          Fator Replay

          10/10

            Pros

            • Gráficos soberbos
            • História envolvente
            • Direção de arte refinada
            • Tradução de excelente qualidade
            • Preço mais que honesto pelo conteúdo do jogo

            Cons

            • Perda da vida social
            • Hair Works
            • Perda da vida social
            • Ausência de um botão de auto-loading
            • Perda da vida social

            RESUMO: The Witcher 3: Wild Hunt – Game of the Year Edition é a razão do ano para o jogador “abandonar” sua vida social.

            Estamos diante dos protagonistas mais carismáticos de todos os tempos. A intercalação entre ambos no limiar da trama demonstra o tratamento respeitoso que a CD Projekt RED investiu sobre suas personalidades e nos desdobramentos da trama.

             

            The Witcher 3 + Blood and Wine + Hearts os Stone = GOTY!!!

            INTRODUÇÃO

            Passado todo o hype após o grande lançamento de The Witcher 3: Wild Hunt, bem como todo o trabalho que a CD Projekt RED investiu durante o pós-lançamento (com inclusão de patches de correção, refinamento gráfico, balanceamento da dificuldade, correção de bugs), e o lançamento das DLCs Blood Wine e Hearts of Stone, eis que temos a edição definitiva dessa obra-prima que conquistou a atenção dos jogadores pelo mundo todo. E não foi por menos: o jogo é o exemplo mais conciso de como as empresas deveriam tratar os consumidores em tempos de jogos caros, conteúdos escassos, downgrades vergonhosos e DLCs programadas antes do lançamento do jogo principal.

            Correspondendo a todas as expectativas e sempre ouvindo os seus fãs, estamos diante de um jogo que torna uma missão difícil descrevê-lo em meio a tantas virtudes que ele oferece: gráficos lindos mesmo em qualidade baixa, trilha sonora sensacional, direção de arte de cair o queixo, jogabilidade rápida e intuitiva, sistema de combate dinâmico, trama envolvente, protagonistas e personagens carismáticos, inúmeras missões secundárias e muito, muito mais.

            Se The Witcher foi uma grata surpresa em seu lançamento e já encantou a muitos, The Witcher 2 Assassing of Kings uma sequência que expandiu ainda mais o universo do bruxo Geralt, conquistando ainda mais novas pessoas que estavam à procura de um ótimo RPG, o que falar da próxima edição? Sendo assim, talvez a CD Projekt RED estaria diante de uma missão tortuosa para honrar o nome da franquia em sua terceira edição, certo? Errado! A empresa investiu muito em sua IP, cujo dialogo em comunhão com os fãs e a exigência de um bom tempo para o desenvolvimento  renderam-lhes vários prêmios por todo o mundo, incluindo o jogo mais cobiçado: jogo do ano.

            Os frutos colhidos não foram obtidos por uma decisão arbitrária da empresa, mas também por escutar aqueles que já estavam familiarizados com a franquia. E o resulto não poderia ser outro: CD Projekt RED conquistou o carinho de muitos, rendendo-lhe inclusive o título de empresa do ano, o suprassumo do mérito no mundo virtual. Tudo isso se traduz em respeito para o consumidor que simplesmente vai lá em compra o jogo, evitando a pirataria, por reconhecer que todo o trabalho investido foi mais que justo!

            Àqueles que estão em dúvida se vale à pena comprar o jogo, mesmo após um ano do seu lançamento, incluindo aqueles que nada sabem sobre a franquia The Witcher, saibam que vocês  não irão gastar, mas sim investir em uma diversão que pode proporciona mais de 400 horas de entretenimento. O preço que se cobra é mais que justo por tudo que foi implementado no jogo, o qual beira à perfeição, e isso não é nenhuma hipérbole. A única coisa que pesa é o fato de o jogador abandonar sua vida social para concluir todas as missões.

            Quais amigos estarão por mais tempo em sua companhia: amigos reais ou amigos virtuais? Abrir mão da vida social parece uma escolha bem interessante.

            TEMPOS SOMBRIOS, MUNDO BELO

            Um dos aspectos mais intrigantes e recompensadores em The Witcher 3: Wild Hunt – Game of the Year Edtion (TW3:WH – GY) faz referência ao universo que o jogador terá que se deparar ao longo da trama. Os fatores políticos que se perscrutam na guerra entre Novigrad e Nilfgaard, bem como a consequência social que se resulta nesse embate bélico, transpassa a sensação de que algo a mais está acontecendo nessas terras sem-dono, e isso está acima do que ocorre entre os dois impérios.

            É o que ocorre no começo do jogo: tudo parece tranquilo e amigável; e de fato o é. A companhia que nos é presenteada de início é mais que agradável e exuberante. Tudo parte da trama que causa uma sensação estranho ao jogador, que se vê obrigado a indagar a sim mesmo: tudo está perfeito demais, isso não está correto.

            O início do jogo já revela toda a beleza gráfica.

            É como assistir ao Senhor dos Anéis, só que é The Witcher 3.

            Os gráficos já dizem por si só.

            No decorrer do jogo percebemos que há uma infinidades de escolhas que ditam o perfil de Geralt, a trama que ele desbrava e o destino de pessoas ou comunidades que dependem das ações do bruxo. Além de manter-se vivo em meio a uma guerra que prejudica ainda mais a consciência humana, o jogo impõem certas responsabilidade para o jogador, permitindo traçar os rumos e a história. A neutralidade dos eventos é algo raro e muitas vezes nada compensador. Decida-se!

            A CD Projekt RED trabalhou arduamente para que as decisões interferissem seriamente em vários fatores que incorporam o universo de TW3:WH – GY. O jogo além de vasto, não é nada linear. Existem várias maneiras de como percorrer o caminho até a trama final e isso aumenta consideravelmente o fator replay do jogo, já que as decisões revelam várias ares de um ecossistema que pode ser amigável ou conflituoso.

            Além disso, o jogo meio que induz o jogador a explorar cada canto do mapa, revelando novos horizontes, conhecendo melhor o os fatores biossociais que os moradores absorvem dos lugares em que habitam (ou tentam morar), na desesperada vontade de conviver em um ambiente que em que o lado sombrio devora a todo momento a sanidade das pessoas.

            Tudo isso soa como algo pesado e extremamente desolador; mas está no lado hermético das circunstâncias que a direção de arte se faz mais esplendorosa: toda atmosfera gira em torno de uma catástrofe tão grandiosa que o que parece horrendo, torna-se bonito. O jogador está diante de uma região em que os humanos devem conviver com deuses esquecidos, aparições, feras, demônios e, o pior de todos, a subjetividade dos humanos em face a todo esse conflito social.

            O ENREDO JÁ SE INICIA DE FORMA SENSACIONAL!

            10 PASSOS PARA UMA OBRA-PRIMA!

            1. SISTEMA DE COMBATE: empunhar a espada ou se utilizar da magia para enfrentar os inimigos não é uma tarefa árdua, mas exige sabedoria e um timing para esquivar dos ataques inimigos. Isso de deve ao fato de que TW3:WH – GY optou por um sistema de combate balanceado, que mescla o Hack’n Slash e os tradicionalismo que se encontra em Dark Souls. Por isso os embates são rápidos e evasivos.

            Estamos diante de uma sistema de batalha simples e muito bem executado, tanto é que ao jogador é permitido a escolha de usar o target lock para focar os ataques ou a luta aleatória, em que a direção do comando dita a ação do ataque, sem atrasos ou demora na ações: tudo muito frenético e eficiente. De fato toda essa velocidade em executar os comando resulta em uma diversão ímpar em decapitar os oponentes. Jogar no teclado é uma tarefa um tanto quanto mais delicada que jogar em um joystick, já que, a princípio, o jogo parece ser mais voltado aos joystick que o mouse e teclado.

            É possível também lutar montado no Carpeado, o que confere maior poder de dano; embora as lutas podem se tornar mais demoradas haja vista as várias investidas na direção para desferir o golpe nos inimigos. Nem sempre será a melhor opção, já que o risco de errar os ataques é maior. Por debaixo d’água, a escolha fica a cargo de utilizar-se da besta para disparar virotes nas criaturas.

            A escolha por ataques de magia é selecionada de forma rápida e intuitiva: um menu aparece diante do jogador em tempo real, desacelerando o tempo do combate para permitir a escolha da melhor estratégia. Usar o escudo protetor parece ser a escolha mais sábia em situações caóticas, mas os duelos tendem a ser mais demorados. Portanto, para todos os perfis de jogadores, casuais ou hardcores, encontra-se disponível tanto a dificuldade dos duelos quanto o tipo de magia.

            Nesse ponto The Witcher 3 oferece uma diversão na medida certa!

             

            Seja em terra firme, montado, ou na água, Geralt possuem um dom especial para enfrentar seus inimigos. O sistema de combate mescla elementos de um bom hack’n slash com os tradicionais RPGs, como Dark Souls. O resultado são combates rápidos, mas com doses sutis de estratégia.

            2. DIFICULDADE: TW3:WH – GY certamente irá agradar a todos os tipos de jogadores. O conceito de dificuldade é muito relativo no jogo e estão lá presentes o modo que irá agradar até o mais exigente dos jogadores: A Marcha para a Morte. A sensação de desafio nessa modalidade é extraordinária e muito gratificante.

            Na descrição de cada dificuldade encontra-se a que tipo de finalidade se resume o jogo, que varia entre o “apreciar a história” ao “desmascarar o desafio extremo”.   Entretanto, a dificuldade mais alta não chega a ser uma injustiça contra o jogador. Paciência e sabedoria são virtudes que serão utilizadas frequentemente, já que existem momentos certos para determinadas missões.

            Essa será a mensagem que mais será vista durante os embates na dificuldade “Marcha para a Morte”. Mas não se enganem: por trás dos desafios, encontram-se ótimas recompensas!

            Sair por cavalgando por aí, como se fosse um Chuck Norris da terra medieval, não é a melhor escolha para conquistar níveis de experiência. Embora a curva de aprendizagem do jogo seja muito rápida, o progresso do personagem é demorada. Isso faz com que o jogo seja alternado entre o eixo da diversão para o eixo do desafio.

            3. GRÁFICOS: particularmente não sou um jogador que demanda a elaboração de jogos baseados exclusivamente no potencial gráfico de uma engine. Existem vários exemplos de jogos extraordinários em que o aspecto gráfico não o tornam o mais exuberante entre os concorreste, utilizando-se da criatividade das empresas para mantê-lo atraente aos olhos do jogador. Isso se deve ao trabalho ímpar da direção de arte, que mesmo com as limitação do hardware, criam mecanismos para emplacar um vislumbre nas telas, aumento ainda mais a atmosfera do jogo. Silent Hill (PSX) que o diga!

            TW3:WH – GY passou por refinamentos gráficos. Patches de correção foram disponibilizados, bugs gráficos corrigidos e o jogo, que já era lindo, ficou maravilhoso. É bem verdade que o jogador deverá despender uma certa grana para aproveitar todo o potencial que o jogo exige; entretanto, após ter uma máquina que atende os requisitos do jogo, mesmo que no mínimo, a satisfação de jogar é algo indescritível.

            Os efeitos climáticos, as intercalações do tempo, os efeitos de iluminação, a simulação de um ventania, as folhagens que caem sobre o chão. TW3:WH – GY é lindo em todos os sentidos. Todos os detalhes que compõem o cenário contribuem ainda mais para que tudo permanece ainda mais tentador aos olhos: a sensação é de que estamos aproveitando, juntamente com Geralt, toda a sua trama, como se fôssemos incumbidos de assumir o papel de um narrador.

            Os efeitos de iluminação, os efeitos de partícula dos climas, a projeção das sombras nas intercalações do horário, a paleta de cores que ditam a as emoções da circunstâncias. É, os gráficos de The Witcher 3 são um verdadeiro colírio para os olhos!

            4. MÚSICA: por favor, guardem o nome desses dois compositores: Marcin Przybyłowicz e Mikołaj Stroiński. Ambos são responsáveis por articular os arranges que implementam maior emocionalidade durante o progresso do jogo.

            Confesso que a trilha sonora do jogo não se configura entre as melhores que existe no entretenimento eletrônico quando comparados a outros títulos consagrados, tais como Chrono Trigger (Yasunori Mitsuda), Xenoblade Chronicles (Yoko Shimomura e ACE+) e The Elder Scrolls V Skyrim (Jeremy Soule); entretanto, porém, contudo, não obstante… tanto as canções quanto as músicas de TW3:WH – GY são um deleite aos ouvidos dos jogadores: o pesar dos arranges quando se depara com um vilarejo desolado, infestado por monstros ou incrédulas quanto ao destino de suas vidas; a exaltação dos corais e a força com que é aplicada os instrumentos de percussão revelam o momento adequado de empunhar a espada, principalmente contra os chefes; a alegria ao adentrarmos em uma taverna e jogarmos um bom gwent como passatempo; a nostalgia que soam em nossos ouvidos quando passeamos pelos bosques, florestas, pelas montanhas gélidas.

            Não se engane, a trilha sonora de The Witcher 3 é muito boa. Por isso se deve ter em mente o nome dos compositores: ambos possuem um grande potencial e não tardará para que se compare com os favoritos ao de lado de Yuzo Koshiro, Nobuo Uematso, Koji Kondo, Daisuke Ishiwatari, Jeremy Soule, Yasunori Mitsuda, Lance Hayes  e tantos outros.

            O destaque fica por conta da canção The Wolven Storm que recebeu sete tipos de tradução (percebam o refinamento artístico que a CD Projekt RED investiu em seu jogo), incluindo a boa performance de Cacau Melo que emprestou sua voz para a versão dublada em língua portuguesa.

            The Wolven Storm, interpretada pela Priscilla, na voz de Cacau Melo. Um dos momentos mais comoventes do jogo.

            As músicas que mais envolvem a atmosfera de desordem são Steel for Humans (Marcin Przybyłowicz & Percival) e Forged in Fire (Mikolai Stroinskique repercutem um tom mais sombrio ao se envolver em combates nada amigáveis; entretanto, existe os raros momentos de reflexão, que resulta na entonação da exuberante The Fields of Ark Skellig, cujos arranges e o coral da melodia provocam uma sensação ambígua que pendem entre o bem-estar e o pesar.

            Àqueles que possuem bala na agulha, que gostaria de um souvenir que lhes afagassem o lado consumismo de ser,  recomendo a aquisição da trilha sonora The Witcher 3 Wild Hund: Original Soundtrack. A experiência será muito agradável!

            5. GWENT: estamos diante de um dos passatempos mais divertidos em The Witcher 3. Nada como um bom e velho jogo de cartas nos momentos de folga, principalmente em tempos normais da Caçada Selvagem e sua busca pela destruição da região. Tudo muito normal!

            É inegável o trabalho da CD Projekt RED em calibrar as tarefas do jogo entre cumprir missões para ajudar aos povos e cumprir missões jogando o velho gwent. Os pormenores e as regras do jogo são muito simples e sequer vale algumas letras para descrevê-la. O bom mesmo é jogar, traçar sua melhor estratégia e conseguir cartas raras, espalhadas por jogadores em toda a região.

            Confesso que, de tão divertido, às vezes existem momentos em que se passa horas apenas a procura das missões para jogar as partidas de gwent. Isso demonstra que, se não fosse tão dispendioso, poderia ser disponibilizado uma versão online do jogo, permitindo que houvesse um lobby para disputar partidas com jogadores do mundo todo.

            Uma partida de truco ou gwent? Hum… uma escolha difícil!!!

            6.DUBLAGEM E TRADUÇÃO:  todos os jogadores brasileiros estão diante do jogo que melhor ofereceu um tratamento muito polido à nossa querida Língua Portuguesa. Por mais que existem pessoas que dominem extraordinariamente bem o inglês, francês, italiano ou japonês, jogar e apreciar todo o esplendor de um bom RPG na nossa língua pátria oferece, sim, uma experiência a mais para a diversão.

            Inclusive deve-se ressaltar que a tradução para o Português-BR teve um tratamento voltado mais para a fala que a escrita. Ora, é nítido o uso constante de próclise no início de orações, de construções verbais em que obedecem o princípio das sentenças (sujeito-verbo-complemento), mesmo que nas fontes originais a ordem das frases obedecessem outros critérios formais de comunicação, de contração de letras como o tal utilizado “tá” e “pra”. E isso, felizmente, foi uma sábia escolha, pois aproxima muito mais a nossa regionalização cultural com o jogo.

            As dublagens cumprem muito mais que o seu papel. Estão lá presentes vozes de dubladores consagrados na mídia, principalmente da televisão brasileira, que tanto ouvimos nos filmes, desenhos e seriados. É gostoso de jogar dublado e existem momentos que chega a ser desconcertante tanto carinho dado na equipe de dubladores para com o tratamento do jogo. Entretanto, confesso que me senti muito mais inserido no jogo apreciando as vozes em inglês e a boa legenda em português. Comparem as vozes: Geralt parece ser “realmente” Geralt com sua voz em na língua inglesa já que ele foi concebido originalmente nessa língua; e isso se aplica a muitos personagens do jogo. Claro que isso é meramente uma opinião, só que se deve dar atenção à liberdade de escolha: dublado ou legendado, fica a critério de cada um.

            Apreciar o jogo completamente na Língua Portuguesa é uma visão de tempos melhores para nós. Não é à toa que a CD Projekt RED se tornou uma das empresas mais respeitadas no Brasil, com todos os méritos, devida a essa atenção dada ao mercado brasileiro, que é forte e está em constante crescimento!

               

             

            7. DIVERSÃO E CONTEÚD0: se existe um termo que não pertence ao universo de TW3:WH – GY chama-se “tédio”. Meus amigos, a escolha de tarefas a cargo do jogador é muito grande e diversificada. É bem verdade que a maioria das missões são do tipo “encontrar-matar-pilhar”; contudo, existem momentos em que ocorre uma ruptura envolvente da trama para focar em ocasiões mais cômicas e tragicômicas.

            Ora, disputar corridas de cavalos, participar de teatros a céu aberto, beber com desconhecidos em tavernas desconhecidas, pregar a caridade para os moribundos de Novigrad, restabelecer a paz nos pequenos vilarejos de todas as regiões, desvendar mistérios por pessoas nada conhecidas, vencer partidas de gwent com os melhores jogadores. São muitas as opções de interatividade que foram aplicadas no jogo, contribuindo sistematicamente para uma mudança da dinâmica do entretenimento.

            O resultado de toda essa dinamicidade de momentos resultam à vontade de jogar sempre mais e mais, já a linearidade não é o fator determinante em The Witcher 3. Você pode fazer o que quiser, no momento que desejar e da forma que entender. Isso aumenta substancialmente a diversão e, consequentemente, o fator replay.

            O mapa do jogo é muito grande, bonito e cada pedaço que compõem o ecossistema daquela região é uma alternativa interessante para se fazer missões que extrapolem o bom-senso. Em TW3:WH – GY, nem tudo se resume a matar monstros. Existem ocasiões em que o jogador pode procurar momentos de lazer para diversificar o gameplay.

            Veja uma porção do mapa contendo infinidades de missões. Se tem algo que The Witcher 3 oferece àqueles que amaram o jogo são missões a exaustão.

            Além disso, após finalizar a trama principal, existe a opção de um new game + para recomeçar uma nova jornada com uma dificuldade ainda mais interessante, além de facilitar a vida dos jogadores que pretendem concluir todas as 34 finalizações do jogo.

            Tédio?!?!? que tédio, rapá! Vá jogar The Witcher 3 e seja feliz por vários meses!

            8. PERSONAGENS: estamos diante de um jogo que reune várias personalidades que compõem, cada uma delas, sua própria trajetória de vida, a qual define suas complexidades motivacionais, suas justificativas, suas ações e convicções. Não estamos diante de personagens, NPCs e vilões completamente planificados, cuja previsibilidade de suas atitudes são facilmente desmascaradas.

            The Witcher 3 oferece algo muito mais complexo e andragógico. Até mesmo Geralt, que a todo instante está sob as rédeas do jogador, demonstra um perfil obscuro em virtude de suas escolhas: não se trata de uma perspectiva maquiavélica, em que tudo só pode ser bom ou mau, mas o jogo propõe outros tipos de discursos que nos fazem aprofundar cada vez mais em que tipo de amigos ou inimigos estamos lidando.

            Os bons revelam momentos de pura maldade, assim como os maus subvertem o paradigma comportamental do “ser vilão”. Isso torna a trama muito mais impactante, imprevisível e instigante, já que não se pode prever os pormenores que está por vir. Acrescente-se o fato de que as escolhas que decidimos durante o jogo afetam as relações pessoais de Geralt para com a comunidade, demonstrando que os diálogos revelam consequências que afetam diretamente não só o percurso do jogo, mas até mesmo a real personalidade das personagens.

            Para os marinheiros de primeira viagem, a sensação que se tem é que Geral está sendo traído, usado e manipulado a todo instante por seus inimigos e, principalmente, amigos.

            Como se não bastasse toda a complexidade do perfil das personagens, observe bem o tratamento no design que constituem o formato corporal de todos eles. Nem tudo o que eles executam, o fazem em nome da justiça, da verdade, do bem; e isso algo muito pueril de se julgar. Mas para descobrir, ou ao menos tentar descobrir o que as motivam, somente jogando esse belíssimo RPG.

            9. TRAMA E SUBTRAMA ENVOLVENTES: este são os elementos que, na minha visão, executam com maestria toda a beleza e potencial que o jogo tem a oferecer. Como se não bastasse a bela fartura de 34 finais que compõem a narrativa principal, o jogador pode aventurar nas pequenas missões que os diversos NPCs disponibilizam.

            Por si só, pode-se dizer que o jogo pode despertar a atenção de vários diretores hollywoodianos dispostos a construir cinematograficamente uma trilogia que conta a história de Geralt de Rívia e suas epopeia.

            O que surpreende em TW3:WH – GY não é somente a quantidade de missões, mas a própria qualidade que nelas está contida, com suas características que mostram como é a vida dos camponeses, da realeza, dos comerciantes, das criaturas que habitam as florestas, dos renegados, dos conspiradores, dos desertores. Isso é algo muito profundo, pois existe uma filosofia que se pode depreender no contexto do jogo, que revela os nuances de uma guerra que molda as características de uma comunidade, da crença dela para com os conceitos de ideologia, política e religião.

            São nas missões que podemos traçar o perfil de Geralt, com decisões que variam para o bruxo malvado a um ser com alma boa. Mas escolhas, por si só, não fazem das missões secundárias um elemento que se destaca em meio aos gráficos, às músicas, à jogabilidade. Não, existe algo a mais nelas. Elas não são apenas “missões” que estão abaixo da trama principal; elas são concepções do pensamento, fruto da personalidade de cada região que colhe  aquilo que acreditam.

            Uma oportunidade para entender bem o que é a convicção ideológica do contexto do jogo, lanço o convite para concluir a missão Cabaré, que se inicia com uma premissa tão infantil e descompromissada, mas que no limiar de sua execução ganha contornos de uma história hermética e repleta de reviravoltas, que esconde o lado mais sórdido da comunidade de Novigrad, principalmente da camada mais abastada, em que o mal parece ser a única escolha para tentar justificar o bem. Entretanto, as coisas não são tão simples quanto parecem, e o que parece ser bom e mau nada mais é que a escolha individual pelo estilo de vida que preferem viver.

            A CD Projekt RED trabalhou de forma magistral as consequências que várias missões secundárias também podem acarretar durante o jogo.

            10. PREÇO MAIS QUE JUSTO: estamos falando de um jogo que reúne tudo aquilo que a CD Projekt RED trabalhou para ofertar a seus fãs. Estamos falando de um jogo que recebeu todo o refinamento gráfico, todas as correções de bugs e glitches possíveis, todo o balanceamento da dificuldade para tornar ainda mais atraente o prazer de jogar uma franquia que já se consagra como uma das mais incríveis no mundo do entretenimento eletrônicos.

            ESTAMOS FALANDO SIMPLESMENTE DO JOGO DO ANO!!!

            Mas não basta ser o melhor jogo do ano, ofertar 9 passos que o tornam uma obra-prima e pronto: há o décimo passo e o que mais chama atenção do consumidores.

            Bom, se parar para analisar do que estamos falando, da quantidade de conteúdo que estamos lidando, as infinidades de horas que se pode desfrutar, dos bons gráficos que refletem uma terra medieval à beira de uma guerra, da boa trilha sonora que enfatiza o terror de uma terra em crise, do excelente trabalho de tradução e dublagem para com os fãs do Brasil, de uma história de tirar o fôlego, da diversão e da jogabilidade que prolongam ainda mais o fator replay, tudo isso, por si, só o jogo valeria quanto? R$ 150,00 é um preço ótimo, pois é um jogo com mais duas expansões. R$ 200,00 eu consideraria um valor justo em virtude de todos os refinamentos que foram aplicados no jogo. Mas, não… a CD Projekt RED fez melhor, trabalhou mais e ofereceu em dobro.

            Estou falando de um jogo extraordinário em que o valor nas lojas virtuais, sem qualquer tipo de promoção, está custando R$ 99,90. Sim, por cem reais você leva uma obra-prima, um deleite no mundo do entretenimento eletrônico, uma experiência renovada dos RPGs que se consolidam pela diversidade de conteúdo.

            Entretanto, estamos perto do natal, e já existem lojas que oferta o jogo por R$ 59,90. Esse preço é ainda mais perfeito para se divertir por longos meses. Isso sim é uma tradução literal do que é “respeito com o consumidor”. Em tempos estranhos, em que os valores de DLCs estão próximos do jogo base, do descaso para com os fãs, com metodologias revolucionárias para angariar muito dinheiro ofertando pouco, a CD Projekt RED rompe esses paradigmas e faz o seu serviço completo.

            CONSIDERAÇÕES FINAIS

            A CD Projekt RED fez por merecer: elaborou um jogo que faz jus a todos os inúmeros prêmios que conquistou pelo mundo e ampliou ainda mais a base de fãs, bem como obteve um respeito memorável por parte da crítica especializada em jogos.

            Todo o hype que ela investiu durante a fase de elaboração do jogo correspondeu, e muito, a expectativa que os jogadores depositaram na franquia. Para resumir de forma magistral todo o esplendor que compõe The Witcher 3, ele se consagra no pedestal dos melhores RPGs do mundo, ao lado dos inesquecíveis Chrono Trigger, Dark Souls, Final Fantasy VI, Xenoblade Chronicles, The Elders Scroll V Skyrim.

            Hall da fama dos melhores RPGs da história

             

            Parabéns CD Projekt RED!!!

             

            Parabéns, Geraldão. É GOTY. É “treta”. O choro é livre. O prêmio é todo seu. Fazer parte do hall da fama, dos melhores RGPs do mundo, é uma honra que somente os poucos conseguem!

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