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Análise – Hitman

Hitman

Hitman
8.5

Jogabilidade

9/10

    Design

    9/10

      Apresentação

      8/10

        Pros

        • Estrutura episódica surpreendentemente eficiente
        • Leve design fabuloso nas missões
        • Ambientações variadas e interessantes
        • Valor replay imenso

        Cons

        • Episódios 3 e 5 mais fracos que os demais
        • Menus ocasionalmente lentos

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        Por: Luigi Wagner

        Série introduzida no mundo dos videogames há nada menos que dezesseis anos com Codename 47, Hitman conquistou uma vasta gama de fãs ao colocar estes no controle de um dos mais icônicos assassinos de aluguel da ficção moderna (que já chegou a render duas péssimas adaptações para as telonas).

        Porém, o êxito de Hitman não se devia necessariamente em colocar o jogador na pele de um indivíduo moralmente apático como o Agente 47 – a franquia ganhou marca na indústria ao conceber um estilo de jogo que, ainda que fosse surpreendentemente metódico, era também encorajador de uma incrível liberdade de ação.

        Depois de vários anos de sucesso, o Agente 47 reaparece agora, novamente pelas mãos da IO Interactive, em um título que visa “rebootar” a franquia sob o título de nada mais, nada menos que apenas Hitman.

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        O diferencial nesta nova edição da série está em sua formatação: as aventuras de 47 não mais seguem uma campanha tradicional com uma história já pronta do início ao fim. Hitman segue agora um modelo episódico de lançamento, com cada capítulo sendo lançado mensalmente.

        O quão bem o modelo funciona?

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        Mantendo a essência de encorajamento à furtividade, o novo game preserva as filosofias mecânicas e de design tradicionais da série: o objetivo é um só – eliminar um alvo pré-determinado.

        Com uma imensidão de ferramentas e maneiras diferentes de eliminar tal alvo, Hitman ainda traz aquele ar de liberdade tão nutrido pela franquia – talvez até mais do que nunca.

        As formas de se resolver cada missão são tantas e tão variadas que o encorajamento a rejogá-las acaba sendo não só presente, como também até revigorante, uma vez que a vontade em aproximar outras estratégias acaba crescendo a cada nova tentativa.

        Dito isso, devida à formatação episódica do game, depois de certo tempo, o jogador pode acabar se cansando de fazer as mesmas missões, até então lançadas, repetidas vezes – o que põe em questão este modelo de aproximação escolhido pela Square Enix para o lançamento do jogo (ainda que o jogo apresente até certas alternativas legais para o reaproveitamento das locações com os modos Contracts e Escalation).

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        Visualmente, este novo Hitman não surpreende, mas também não deixa a desejar: com a possibilidade de optar por uma framerate que vai até os 60 fps (incluindo nos consoles), o game acaba ganhando uma bem-vinda fluidez – e ainda que em ambientes mais lotados de elementos esta acabe, às vezes, por ceder– o jogo consegue se manter intacto durante até boa parte do tempo.

        Apesar disso, o game apresenta alguns soluços técnicos irrepreensíveis. Desde os absurdos tempos de loading (que ultrapassam com facilidade a marca de dois minutos) até os próprios menus do game, que ao demorarem para carregar simples itens na disposição, acabam por aparentar simplesmente quebrados – é visível uma clara falta de polimento técnico na otimização do jogo.

        No geral, porém, em termos de apresentação, Hitman se mostra até competente, seja no detalhamento dos ambientes e a quantidade enorme de NPCs que habitam a tela sem atrapalhar o desempenho do game, ou até mesmo nas cutscenes da história – que apesar de não serem necessariamente impressionantes, apresentam até um certo estilo na forma como são apresentadas.

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        EPISÓDIO 1: The Showstopper

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        Nos apresentando ao início de carreira do Agente 47, Hitman inicia a história mostrando um pouco do processo de entrada e treinamento do protagonista na agência da ICA, há vinte anos.

        Durante este treinamento, o jogo disponibiliza duas seções de simulação de missões – uma delas envolve o assassinato de um alvo em uma festa em um pequeno iate e o outro a eliminação de um cientista soviético em uma espécie de base militar. Ambos exercícios de treinamento servem como uma espécie de tutorial que visa apresentar as mecânicas e a expansividade de possibilidades para se cumprir as missões, além de serem isoladamente também divertidas de se jogar.

        Em termos narrativos, essas seções de história são precedidas de cutscenes que apresentam um pouco do mistério envolvendo o personagem de 47, mas sem nunca aprofundar de forma minimamente notável – pelo menos não até agora.

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        Na linha central da história deste primeiro episódio, no presente, o Agente 47 tem a missão de assassinar o magnata da moda Viktor Novikov e sua parceira Dalia Margolis. Novikov e Margolis são líderes de uma organização espiã internacional denominada IAGO, que planeja expor as identidades de vários membros infiltrados da M16 pelo mundo.

        47 deve então infiltrar em um evento exclusivo de moda que acontece na mansão de Novikov, situada em Paris, França.

        Este contrato é o que consiste a principal parte do episódio 1 de Hitman.

        Apresentando um imenso espaço para a realização da missão, é fácil se pegar descobrindo novos lugares a cada playthrough. Desde os jardins externos, aos luxuosos cômodos da mansão, até uma adega subterrânea do lugar, a área aqui disposta não falha em impressionar em sua grandiosidade, se qualificando como um legítimo sandbox para se explorar.

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        Sendo um Hitman, opções para como se eliminar os alvos também não faltam: você pode escolher envenenar uma comida que será servida a alguém, derrubar um lustre em cima deste enquanto passa pela passarela, plantar uma bomba em um cômodo que o mesmo irá pisar, ou simplesmente eliminá-lo com um tiro na cabeça – o que não faltam são possibilidades (estas sempre amparadas pelo divertido e icônico sistema de disfarces da série). O jogo ainda faz um competente trabalho em encorajar a experimentação através de desafios e alertas de potenciais janelas para realizar as eliminações.

        Apesar de não ser uma reintrodução extraordinária para a série, este primeiro episódio de Hitman traz tudo que um fã da série pode esperar, talvez da forma mais refinada na franquia até hoje. E ainda que o modelo episódico ainda tenha que vir a se provar, é ao menos bom saber que todo mês teremos um pouco mais de Hitman para se jogar.

         

        EPISÓDIO 2: World of Tomorrow

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         Algum tempo depois dos eventos transcorridos em Paris, no primeiro episódio, o Agente 47 é enviado à cidade de Sapienza, na Itália, para assassinar um antigo cliente da ICA, chamado Silvio Russo, um problemático e renomado engenheiro-biológico, e sua parceira e chefe de pesquisas Francesca De Santis.

        Empregados pela Ether Biotech Corporation, os dois alvos estão desenvolvendo um vírus altamente letal, capaz de programar alvos com um DNA específico para a infecção.

        Uma empresa acionista de alto nível então requisita os serviços da ICA para eliminar ambos os alvos por razões “éticas” e de segurança global.

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        Mantendo a mesma consistência narrativa tênue do primeiro episódio, este segundo capítulo de Hitman não se preocupa muito em desenvolver o escopo geral da trama que aparentemente ligará os episódios em uma só história desta temporada (ou do jogo final, como preferir).

        Trazendo uma locação completamente diferente daquele show de moda em Paris que vimos no primeiro episódio, a Sapienza aqui apresentada traz um ar de novidade bastante agradável ao jogo.

        Sendo uma cidade na costa do oceano italiano, o lugar apresenta uma atmosfera de tranquilidade que contrapõem de forma interessante com o primeiro capítulo.

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        Turistas andando pelas ruelas, pessoas interagindo com diversos elementos do cenário e a grande e bem construída mansão principal da fase fazem de Sapienza uma paisagem irresistível de se explorar.

        Várias e interessantes formas de se eliminar os alvos também não faltam: se disfarçar de um cozinheiro/faxineiro da mansão e infiltrar o lugar, se passar por um amante as escondidas de um dos alvos ou simplesmente atraí-lo para um lugar isolado para concretizar a eliminação – o que não falta é o encorajamento a tentar novas estratégias.

        Com novos contratos, este segundo episódio também garante que as horas de jogatina sejam relativamente estendidas, colocando novos alvos como objetivo e assim incentivando a exploração de novas artimanhas pelo jogador.

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        O segundo episódio de Hitman é mais uma divertida e consistente adição à esta nova era do Agente 47. Por mais que ainda não tenha justificado a formatação episódica do game, Sapienza é mais uma experiência inegavelmente consistente e prazerosa de se jogar.

        EPISÓDIO 3: A Gilded Cage

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        Viajando para a cidade de Marrakesh, no Marrocos, neste terceiro episódio de Hitman, o agente 47 tem a missão de (mais uma vez) eliminar dois alvos distintos: o primeiro é Claus Strandberg, um banqueiro corrupto responsável por desviar milhões da população marroquina através de meios “legais”. O segundo é o general Reza Zaydan – ambiciosa e perigosa figura militar, Zaydan planeja usar da insurreição popular gerada pelas práticas de Strandberg para realizar um golpe de estado para tomar o poder.

        Procurando proteção, Strandberg se refugia na embaixada sueca, cercado pela segurança especializada do local, à medida que o general planeja suas ações em uma escola abandonada por ali – é claro, rodeado por dezenas de seus soldados.

        Marrakesh se mostra como um interessante contraste à Paris (ambientação do primeiro episódio) e Sapienza (do segundo). Enquanto as paisagens da metrópole francesa e da cidade costeira italiana demonstravam um luxo cativante, a cidade de Marrakesh e seus habitantes são símbolo de uma situação de pobreza e miséria antagônica.

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        Apesar da curiosa contraposição, as últimas viagens do Agente 47 consistiam de paisagens definitivamente mais envolventes do que as vistas neste terceiro episódio. Quando nos retiramos das ruelas lotadas de indivíduos e suas atividades comerciais, somos apresentados a locais menos interessantes – como a fraquíssima locação da escola abandonada ou então a embaixada sueca, que carece de inventividade ou mesmo destaque em seu design ou composição visual.

        Considerando que o level design e seu apreço visual são sempre uma marca de Hitman (como foram também nos episódios anteriores), é um pouco decepcionante perceber que Marrakesh deixa a desejar neste aspecto. Vale notar ainda que existe uma estranha dissonância de ambientação aqui, considerando que todos os indivíduos ali (cidadãos, comerciantes, seguranças suecos…) parecem falar apenas um inglês extremamente  fluente (nem mesmo carregados de sotaques) ao invés da língua local.

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        E mesmo a versatilidade para a realização dos assassinatos (outra marca da franquia) parece carecer um pouco aqui. Ainda que possua algumas oportunidades interessantes (como se disfarçar de massagista particular de um dos alvos), muitas das possibilidades, ou são reensaiadas de jogos/episódios anteriores (como a filmadora), ou simplesmente não chamam muito a atenção para a criatividade.

        Não que este terceiro episódio seja ruim – afinal de contas, em seu cerne ainda é Hitman – mas Marrakesh definitivamente deixa a desejar se comparada com os destinos anteriores do Agente 47.

        EPISÓDIO 4: Club 27

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        Enviado a serviço à cidade de Bancoque (Tailândia), neste quarto episódio de Hitman, o Agente 47 tem mais uma vez um contrato de eliminar dois alvos: o primeiro, Jordan Cross, é o vocalista de uma banda de rock indie que foi acusado de assassinar sua namorada Hannah Highmore. O músico teve seu julgamento conspirativamente acobertado pelo seu advogado, Ken Morgan, o segundo alvo. Com um contrato solicitado particularmente pela família Highmore, 47 deve então encontrar e eliminar ambos os indivíduos em um hotel de luxo na capital tailandesa.

        Depois de um fraco terceiro episódio, que colocava o Agente 47 nas vielas lotadas de pessoas em Marrocos, é revigorante ver o protagonista realocado à um ambiente mais reminiscente daqueles vistos nos dois primeiros episódios.

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        Se a cidade de Marrakesh se ofuscava devido à repetição visual e ao fraco level design que orientava o jogador pelos locais, o hotel visto em Bangkok brilha justamente devido a uma composição mais variada na paleta de cores nas ambientações e um excelente arranjo estrutural do local.

        Desde os luxuosos quartos do hotel, os jardins verdes nas redondezas até um complexo estúdio de gravação situado nos andares superiores, o lugar estimula a exploração, não só pela curiosidade intuitiva, mas também pelas possibilidades para a realização dos assassinatos que a organização deste induz – e como é de se esperar, estas são inúmeras e variadíssimas (e.e.: se disfarçar de baterista substituto de uma banda ou fazer a explosão de um barril de gasolina parecer “acidental”).

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        Com três ótimos episódios até o momento e a formidável oportunidade de ter um pouquinho mais de Hitman para se jogar todo mês, pode ser que a aproximação episódica para a série possa estar finalmente se provando acertada…

        EPISÓDIO 5: Freedom Fighters

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        Depois da ICA descobrir que as transmissões do “cliente-sombra” foram feitas pela hacker ativista Olivia Hall, de um complexo rural no Colorado, a organização envia o Agente 47 para o local com múltiplos contratos de assassinato.

        47 tem como missão eliminar o líder de uma milícia privada, Sean Rose – principal suspeito de ser o “cliente-sombra – além de três outros importantes membros do grupo: Penelope Graves (ex-agente da Interpol), Ezra Berg (interrogador e antigo membro da inteligência especial de Israel) e Maya Parvati (instrutora de combate e antiga assassina de uma organização separatista indiana).

        O protagonista deve então infiltrar a fazenda-transformada-em-complexo-militar, assassinar os alvos, e extrair as informações necessárias para desvendar a conspiração envolvendo a ICA.

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        Notavelmente mais denso de narrativa que seus episódios anteriores, Freedom Fighters faz um esforço relativamente considerável em avançar a história que envolve o panorama geral desta aventura do Agente 47 (especialmente em seus momentos finais).

        Aprofundando a trama de forma que a conspiração central desta chegue a ramificações de conotação pessoal ao protagonista, este quinto episódio ao menos lembra que, ao início da temporada, a IO Interactive tinha um intuito de construir uma certa história (por mais rasa e carente de essência que esta seja). Desta forma, apesar da falta de desenvolvimento que esta apresente, é pelo menos interessante ver o escopo geral da narrativa ganhar um certo nível de tensão que (aparentemente) permeará ao longo do próximo (e final) episódio.

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        Ambientado em uma paisagem visivelmente diferente dos capítulos anteriores, a fazenda central do local e a paleta de cores que a compõem (com o pôr do sol/início da noite ao fundo) remetem diretamente às ambientações características dos filmes de terror da década de 80 (um dos alvos chega a usar uma máscara claramente reminiscente daquela de Jason nos filmes da franquia Sexta-Feira 13). Infelizmente, a falta de variedade visual deixa a desejar (especialmente se comparada, por exemplo, com o hotel do último episódio), com uma aparente repetição de aspecto na parte externa do local (seja nos celeiros ou nos pequenos blocos de plantação), além da casa principal da locação também carecer de inspiração que a faça se destacar apropriadamente no cenário.

        Vazio de qualquer indivíduo que não seja hostil (as grandes multidões de pessoas são ausentes aqui), este quinto episódio de Hitman decide estimular mais fortemente o elemento stealth do jogo (afinal de contas, ali são todos inimigos), no processo criando uma apropriada sensação de insegurança ao andar pelo lugar. Apesar disso, o episódio mantém o extenso leque de opções para a realização dos assassinatos característico da série, propiciando o sempre bem-vindo ar de liberdade que as aventuras do Agente 47 costumam trazer.

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        Competente em divertir como Hitman costuma o fazer, este quinto episódio do game pode até não ser o ponto da alto da temporada, mas é certamente uma ótima pedida se você tem curtido esta nova empreitada episódica da franquia.

        EPISÓDIO 6: Situs Inversus

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        Depois de descobrir que o antigo diretor da ICA, Erich Soders, é na verdade o “Cliente Sombra” – indivíduo que vazava secretamente os planos da organização – o Agente 47 assume como prioridade eliminar o indivíduo.

        Mandado para Hokkaido, Japão, 47 deve infiltrar um enorme hospital de luxo onde Soders deverá realizar um transplante de coração, cumprir seu “contrato” e eliminar também sua aliada de conspiração, Yuki Yamazaki.

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        Não vou mentir, precisei realizar uma boa leitura antes de poder resumir o status da trama de Hitman acima. Isso provavelmente se deve ao fato de que nem mesmo o próprio jogo parece dar muita relevância para a trama que permeou seus seis episódios.

        Com uma história carente de inspiração suficiente para se afastar do genérico de tramas “conspirativas” (e Situs Inversus apenas ressalta tal aspecto), é difícil (e talvez até injusto) julgar Hitman em seus (de)méritos narrativos.

        Felizmente, no que diz respeito ao resto dos aspectos deste sexto e último episódio, é certo dizer que Hitman dá o melhor de toda a temporada.

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        Ambientação sensacional, o hospital “secreto” em Hokkaido envolvido pelas altas montanhas japonesas é um exemplo ilustre de level design. Da área receptiva aos pacientes (o local chega a transparecer um hotel em seu luxo exacerbado), aos jardins japoneses até às tecnológicas salas de operação, é fácil apontar o lugar como um dos mais interessantes a aparecerem nesta primeira temporada. Mesmo não sendo tão extenso em espaço como Sapienza, por exemplo, Hokkaido compensa na densidade e variedade visual de forma surpreendentemente efetiva.

        As insanas formas de se realizar as eliminações também não decepcionam: sem soltar spoilers demais sobre estas, a exemplo, 47 pode decidir manipular as máquinas que realizarão a cirurgia de transplante cardíaco de um dos alvos e se disfarçar de um mestre de cozinha japonesa para alimentar uma espécie venenosa de peixe a outro. O que não faltam são opções para exercer criatividade nestes momentos.

        Sendo potencialmente o melhor episódio desta primeira temporada de Hitman, Situs Inversus encerra este “renascimento” da série com chave de ouro.

        CONCLUSÃO

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        Gerando um emaranhado de dúvidas ao ser anunciado que esta nova versão de Hitman seria dividida de maneira episódica, a IO Interactive fez questão de provar a todos errados.

        Bastaram alguns meses para que a estrutura de episódios se provasse acertada – e é difícil argumentar o contrário: ao invés de Hitman ser lançado em um determinado período, fazer uma dose aceitável de barulho e ser esquecido entre os grandes lançamentos de 2016, esta nova iteração da série fez questão de salientar a existência do jogo ao longo de todo o ano a chegada de cada novo episódio.

        Em termos de pura filosofia de design, Hitman é um jogo constantemente brilhante – e poder lembrar disso com um pouco mais de Agente 47 todo mês foi de um prazer incontestável.

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