Browse By

Análise – The Witcher 3: Blood and Wine

The Witcher 3: Blood and Wine

The Witcher 3: Blood and Wine
9

História

9/10

    Jogabilidade

    9/10

      Design

      9/10

        Apresentação

        9/10

          Pros

          • Elenco forte de personagens memoráveis
          • Toussaint é um lugar belíssimo
          • Vinhedo pessoal
          • Mais de The Witcher 3

          Cons

          • Animações in-game ocasionalmente deixam a desejar

          Por: Luigi Wagner

          Universalmente aclamado pela crítica e pelo público, The Witcher 3: Wild Hunt habitou a maioria das listas de melhores do ano ao final de 2015.

          Não era por menos: com um elenco de personagens memoráveis para acompanharmos uma história que sabia ser grandiosa e pessoal nos devidos momentos, um universo que utilizava do subgênero da fantasia de forma fascinante e um mundo que ansiava por histórias por todos os cantos, Wild Hunt era uma obra que excedia na maior parte de suas empreitadas, me levando até mesmo a o considerar possivelmente o melhor RPG já realizado até hoje.

          Depois de lançar a ótima (ainda que inconsistente) expansão Hearts of Stone, a CD Projekt Red decide fechar de vez a história de Geralt of Rivia com esta nova The Witcher 3: Blood and Wine.

          Algum tempo depois dos eventos decorridos em Wild Hunt, Geralt (Doug Cockle) recebe um aviso de um novo e importante contrato requisitando seus serviços. O contrato, vindo diretamente das mãos da duquesa de Toussaint, Anna Henrietta (MyAnna Buring), pede a ajuda do bruxo para investigar e acabar com uma onda de assassinatos aparentemente provocados por um monstro no ducado.

          Criando uma competente áurea de mistério ao redor dos acontecimentos centrais, Blood and Wine apresenta um vislumbre detalhado da mitologia vampiresca no universo de The Witcher. Com uma figura antagonista relativamente interessante e um velho conhecido do passado de Geralt, ao longo da história temos a oportunidade de conhecer um pouco mais de uma raça que, mesmo naquele mundo, já é considerada algo advindo dos “contos de fadas”.

          Desta forma, o mistério central que norteia a narrativa consegue prender a atenção durante a maior parte de sua extensão – e assim como era interessante ver as implicações da história pessoal de Geralt e Ciri nas terras do império nilfgaardiano no jogo principal, é impossível não se ver envolvido nas ramificações que os eventos decorridos em Blood and Wine têm no ducado de Toussaint e seus habitantes.

          Blood and Wine também faz um excelente trabalho em apresentar (ou reapresentar) novos personagens na jornada de Geralt: se aparentemente apenas preocupada com as doutrinas da realeza, a duquesa Anna Henrietta logo exibe traços de uma personalidade que demonstra que a mulher não chegou ao poder apenas pela beleza ou hierarquia familiar, mas sim pela força e capacidade de governança (o que lhe obteve uma palpável admiração da população de Toussaint) – da mesma forma, é tocante ver a personagem também reconhecer seus momentos de fraqueza, se entregando a um frequentemente escondido lado emocional de sua personalidade, no processo rendendo à alguns dos mais memoráveis momentos na história. Regis (Mark Noble), velho comparsa do protagonista também dá as caras em Blood and Wine, servindo como uma espécie de figura paterna para Geralt, se mostrando também como uma das figuras mais carismáticas do elenco coadjuvante de The Witcher 3.

          Ainda que o velho elenco ainda faça falta ocasionalmente (gostaria de ver um pouco mais de Ciri, Triss ou Yennefer neste capítulo conclusivo), a equipe de personagens responsáveis por conduzirem a trama de Blood and Wine dificilmente deixa a desejar, contribuindo para o estabelecimento de mais uma excelente (e ao que tudo indica, final) história protagonizada por Geralt of Rivia.

          A expansão também traz algumas novidades de design e mecânicas novas para o jogo. Geralt agora possui um novo sistema de mutações que permite ao jogador evoluir com mais eficiência e especialização as habilidades do bruxo, possivelmente adicionando novas camadas ao sistema de combate do jogo. Provavelmente mais interessante é o fato de que Geralt agora possui seu próprio vinhedo (com direito à uma adega pessoal), servindo como um reconfortante espaço para descanso, customização visual e até mesmo evolução de atributos. Vale apontar também que a expansão possui conteúdo suficiente para lhe ocupar com tranquilidade por mais de 30 horas de jogatina – conteúdo este, que em sua maior parte, vale a atenção.

          Se The Witcher: Blood and Wine passa uma sensação de “novo ar” àquele universo, muito se deve a paleta de cores que compõem Toussaint. Trazendo uma diversidade visual inédita para o mundo, o condado possui com facilidade aquelas que são as mais belas paisagens já apresentadas em The Witcher 3 (perceba o peso desta afirmação…), sendo impossível não parar com frequência para admirar o mundo ao redor com constantes printscreens da tela da TV.

          Blood and Wine é uma formidável adição ao universo de The Witcher. Não só contando com uma história autocontida que prende o interesse devido tanto à sua boa parcela de mistérios como a um memorável elenco de personagens secundários, a expansão ainda serve como uma despedida mais que respeitosa e merecida a Geralt of Rivia.

          Se você apreciou o trabalho feito pela CD Projekt em Wild Hunt, Blood and Wine é mais uma primorosa forma de se matar a saudade daquele mundo.