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Top 5 – DLCs e expansões

Se há algo por qual a
geração passada de consoles ficou conhecida por ter popularizado, isso são as
expansões, popularmente conhecidas como DLCs (downloadable contents).
Até a era Playstation
3/Xbox 360
, conteúdos adicionais para os games eram disponibilizados em
condições raríssimas e se limitavam ao PC (que na época não tinha nem
plataformas como a Steam para a distribuição destes). Hoje em dia, é difícil
(para não falar impossível) não ouvir falar de DLCs que um jogo receberá
mais tarde antes mesmo do lançamento deste no mercado.
A maioria das expansões se
restringe a conteúdos direcionados aos componentes multiplayer dos games, e
quando não é este o caso, estas normalmente consistem em objetos “especiais”
para a campanha single-player, ou então todo tipo de “missões adicionais” que a
desenvolvedora decidir adicionar ao jogo pós-lançamento.
Ainda assim, existem
aquelas DLCs que ao invés de aparentarem meras adições aos games que
complementam (ou uma forçada tentativa de arrancar mais dinheiro do
consumidor), se destacam pela qualidade que oferecem, ocasionalmente passando a
sensação de serem essenciais para a experiência do jogo original ou até mesmo
isoladamente.
Nesse Top 5, você
conhecerá os cinco melhores exemplares de expansões que já agraciaram a
indústria dos games até hoje.
5-Grand
Theft Auto IV: The Lost and Damned
Depois do estrondoso
sucesso de GTA IV em 2008, a Rockstar Games decidiu passar o ano seguinte por
conta de conceber DLCs para o jogo, com o enfoque em duas expansões, The Lost
and Damned
e The Ballad of Gay Tony.
Sendo-nos apresentado um
ponto de vista diferente daquele oferecido pelo imigrante Niko Bellic em GTA IV,
The Lost and Damned nos introduzia propriamente a Johnny Klebitz (que havíamos
conhecido brevemente no jogo original), motoqueiro da infame gangue de Liberty
City, The Lost.
Atual vice-presidente da
gangue, Johnny tem lutado para estabelecer o controle e a “moral” do grupo nas
ruas da cidade, uma vez que a imagem deste se encontra notavelmente manchada
devido à desleixada administração do presidente, Billy Grey, recém-saído da
reabilitação devido à posse de narcóticos.
A história de The Lost
and Damned
segue então esta tentativa de “reascensão” da gangue, no caminho
focando as intrigas e desentendimentos entre os membros do grupo, em especial
entre Johnny e Bill.
Por mais que TLAD não
tenha uma narrativa do calibre da jornada de Niko Bellic, a história e o
personagem de Klebitz são suficientemente interessantes para manter o jogador
ligado até o final, apresentando no processo, missões também interessantes para
suas 15-20 horas de campanha.
A expansão também faz
questão de melhorar notavelmente o controle das motos, anteriormente bastante precários
em GTA IV. As rádios também recebem uma melhora empolgante de músicas com
clássicos como “Touch too Much”, do AC/DC e “Run To the Hills”, do Iron Maiden,
adicionados a playslist.
No final das contas, The
Lost and Damned
faz um trabalho mais que eficiente em contar outra história na
metrópole de Liberty City, com um protagonista inegavelmente badass (o que torna lamentável a forma
como a Rockstar tenha decidido “descartá-lo” de forma patética em GTA V), e uma
campanha que vale cada centavo e hora investida.
Se você curtiu GTA IV, é
justo dizer que The Lost and Damned agradará sem ressalvas.
4-Bioshock
Infinite: Burial at Sea 2
Apesar da jogabilidade
genérica de um FPS, Bioshock Infinite foi um game que deixou uma marca inegável
na maioria dos jogadores. Com sua história absurdamente complexa, mas
igualmente bem orquestrada, e uma das melhores personagens a agraciarem um game
até hoje, Infinite foi um daqueles jogos que permaneceu semanas e semanas na
cabeça do jogador depois de terminado.
Com um final que, ao
mesmo tempo em que amarrava perfeitamente a trama, deixava também margem para
infinitas interpretações (perdão pelo trocadilho), Bioshock Infinite deixou uma
imensidão de questões que simplesmente não precisavam ser respondidas (como por
exemplo, qual era a ligação em específica de Infinite com os outros Bioshocks).
Foi então estranho
quando ficamos sabendo que as expansões que o jogo receberia se tratariam de
continuações “diretas” da história do jogo principal.
A primeira parte, Burial
at Sea Parte l
, levava os jogadores em uma viagem de nostalgia de volta a
icônica cidade de Rapture do primeiro Bioshock. Nos colocando novamente no
papel de Booker de Witt, apesar de eficiente em estabelecer a sensação
nostálgica que queríamos, BAS l falhava miseravelmente em questões de game
design ao tentar alocar as batalhas de grande escala de Bioshock Infinite nas
estreitas vias de Rapture.
A segunda parte da
expansão, porém, trouxe algo que mudaria fundamentalmente a mecânica de jogo: a
possibilidade de controlarmos a adorável (e maravilhosa) Elizabeth.
Burial at Sea ll acabou
então sendo uma surpresa mais que agradável em todas as frentes. Trazendo-nos
uma jogabilidade de games stealth como Dishonored e Thief, as mecânicas acabaram se adequando muito melhor ao
espaço de Rapture, uma vez que não mais controlávamos um brutamonte com armas
de fogo como Booker, mas sim Elizabeth.
Sendo também a tão
especulada ponte de ligação entre Bioshock e Bioshock Infinite, Burial at Sea
ll ainda excedia em desenvolver a personagem de Elizabeth ao seu extremo,
moldando-a em uma criatura muito mais trágica que poderíamos imaginar quando a
conhecemos, alegre, em Infinite.
Apesar de ser uma
“explicação” desnecessária para o universo de Bioshock, Burial at Sea ll
consegue realizar um trabalho primoroso com o mesmo e eficientemente conclusivo
para a história, em especial de Elizabeth.
[Escrevemos em extensão
sobre Burial at Sea ll aqui]
3-Red Dead Redemption: Undead Nightmare
Distanciando-se
completamente do peso dramático da história de Red Dead Redemption, Undead
Nightmare
colocava o protagonista John Marston em um velho-oeste infestado por
zumbis, enquanto o homem busca desesperadamente por uma cura para sua família,
já contaminada.
Adquirindo um tom de
filmes B, Undead Nightmare não trazia consigo uma história de se levar a sério,
mas nem por isso menos divertida.
Com a adição de zumbis
ao clima de faroeste em um mundo-aberto já espetacularmente concebido no jogo
original, o DLC dá lugar uma experiência notavelmente diferente em um mundo que
já conhecíamos.
Durando uma média de 15
pra mais horas
de jogatina, Undead Nightmare é uma pegada nova mais que bem
vinda no universo de Red Dead e obrigatória para os fãs do jogo original (ou
para os fãs de zumbis como um geral).
Atropelar uma horda de
zumbis enquanto mandamos headshots ao vento de cima de um cavalo nunca foi tão
divertido.
2-Grand
Theft Auto IV: The Ballad of Gay Tony
Seguindo o lançamento de
The Lost and Damned, The Ballad of Gay Tony foi a segunda expansão lançada para
GTA IV.
Em contraste com TLAD,
que mostrava o lado mais sujo e podre de Liberty City, The Ballad of Gay Tony
apresentava aquela que era a mais glamorosa parte da cidade: os clubes noturnos.
Acompanhando o
protagonista Luis Lopez, assistente e guarda pessoal do dono de uma das mais
renomadas boates de Liberty City, Gay Tony, a trama gira em torno dos problemas
com os quais o chefe do indivíduo se envolve, muitas vezes interferindo nos assuntos
dos gangsteres mais poderosos da cidade.
Carismático e
interessante, Luis Lopez é disparado um dos personagens mais cativantes que a
série GTA já teve, passando uma imagem de que, ao mesmo tempo em que é um homem
preocupado com os valores da família, faz questão de estar sempre atento ao bem
estar do chefe, por mais insanas que sejam as situações que este o faça passar.
Introduzindo uma
infinidade de novidades a jogabilidade, como paraquedas, novos minigames e várias
armas novas, The Ballad of Gay Tony faz bom proveito destas trazendo uma
excepcional campanha, com algumas das melhores missões que a série já teve,
rivalizando a maioria das do próprio jogo original.
Fechando de forma
fenomenal o trio de histórias de Niko Bellic, Johnny Klebitz e Luis Lopez, The
Ballad of Gay Tony
é um DLC primoroso que excede de forma surpreendente,
fazendo cada centavo valer o investimento.
1-The
Last of Us: Left Behind
Depois de toda a
aclamação recebida por The Last of Us, era preciso extrema coragem por parte da
Naughty Dog para revisitar aquele mundo, afinal de contas, não se mexe com
aquilo que já está perfeito.
Ainda assim, quando
lançado em fevereiro do ano passado, por mais surpreendente que tenha sido, Left
Behind
conseguiu a proeza de apresentar mais uma experiência no mesmo nível de
excelência que The Last of Us.
Acompanhando a vida de
Ellie “pré-The Last of Us”, Left Behind nos levava a conhecer um lado mais
jovial da menina (ainda não forçada a vivenciar os eventos do jogo original),
colocando-a ao lado da amiga Riley enquanto as duas passeiam em um shopping
abandonado de Boston.
O contexto então dá
origem a uma história com um tom que procura ressaltar a
infância/pré-adolescência “diferenciada” das jovens, com Ellie mostrando um
lado muito mais inocente do que aquele que conhecemos em The Last of Us.
Brilhando por encaixar
mecânicas, originalmente usadas em contextos de violência em The Last of Us, em
um contexto infantil
(tijolos e arminhas (de água) são usados apenas para
brincadeiras entre as garotas), Left Behind faz um trabalho absolutamente
fenomenal em conciliar narrativa e game design, onde cada um complementa o
outro na visão de contar a história de Ellie com a devida sensibilidade.
Tornando uma personagem
que já era originalmente complexa e amável em uma pessoa ainda mais
interessante, Left Behind consegue (através de uma montagem e ritmo fabuloso)
espelhar como os eventos de sua história moldaram Ellie como a conhecemos em
The Last of Us de maneira belíssima.
Com suas duas, três
horas de duração, The Last of Us: Left Behind é uma experiência impecável e
superior a qualquer jogo inteiro lançado no ano de 2014, e, indubitavelmente, a
melhor adição já feita a um game até hoje
.
[Escrevemos uma análise completa sobre Left Behind aqui]
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