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Bloodborne, ou sobre a fascinação pelo desafio

Por: Neto

Uma
reclamação recorrente dos jogadores mais antigos de videogames é “Os jogos
estão ficando mais fáceis”, e eu não tiro a razão deles, na verdade boa parte
do tempo eu acabo dizendo algo do gênero em conversas com amigos que são
jogadores de longa data.
E
com o passar dos anos tivemos poucos jogos que chegaram a ganhar o status de
jogos incrivelmente difíceis, porém como uma luz no fim do túnel surgiu a série
Souls – e eu achei ruim. Não critico quem gosta da franquia, e nem me sinto um
contra cultura ao afirmar que as mecânicas não me agradam ou que acho o fato de
você necessitar tanto de informações que vem de fora do jogo sejam tão
importantes para a compreensão de algo, apenas enfadonha.
Não
obstante da minha opinião, a série Souls e seu mais novo filho Bloodborne
trouxe a luz uma discussão muito válida, dificuldade elevada torna o jogo
melhor? Ou é apenas uma camada a mais de jogos que podem ser incríveis? Até
onde a dificuldade de um game é um fator do jogo que interfere na sua
experiência?
As
facilidades de muitos jogos são algo que evoluíram naturalmente, quem realmente
sente falta de password ao final da fase? Ou então o modo como alguns cenários
eram tão mal construídos de que um simples saltos eram praticamente
impossíveis, pois você deveria chegar até a ponta exata do ultimo pixel para
conseguir executar o salto. Checkpoint, mapas indicativos, tutoriais, tudo isso
vem exatamente da tentativa de tornar jogos experiências mais enriquecedoras e
acolhedoras ao número crescente de novos jogadores que chegam ao mercado.
Bloodborne
é um jogo difícil – e para mim gratuitamente difícil – o que o torna o tipo de
jogo que serve para um tipo especifico de fã, e por mais interessante que o
jogo pareça ele não é um jogo que você pode simplesmente sentar no sofá depois
do trabalho e apreciar, ele requer certo nível de dedicação.
E
se for para me dedicar à um jogo difícil, prefiro religar meu Super Nintendo,
onde as dificuldades eram mecânicas e não apenas porque os programadores
queriam desafios frustrantes.